Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (25 a 31 mar)

Little_miss_sunshine_posterPequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006). De Jonathan Dayton e Valerie Faris

Rotulado no ano de lançamento como o “independente do Oscar de 2007”, essa “dramédia” tem mais qualidades do que se destacar numa premiação comercial entre pesos pesados como Martin Scorsese e Clint Eastwood. Começa pela simplicidade. Um filme que se inicia definindo as principais características de seus personagens, em tomadas espertas e diretas, e termina quando sua trama também se fecha, nem mais nem menos. É difícil reclamar da minutagem do longa, que, ao meu ver, tem uma montagem perfeita, seja em cortes precisos para causar impacto de uma cena a outra (em duas palavras moto e viagem), seja na manutenção da câmera quieta numa “rápida-demorada” cena em que Olive abraça seu irmão sem qualquer diálogo para convencê-lo a voltar pro carro. Mais interessante ainda é perceber que o road movie quase não depende de fatores externos para que seus personagens passem pelas mudanças que costumamos ver nesse tipo de filme. Claro, há uma caixa de câmbio problemática e um editor que motivam certas atitudes da família, mas o que se percebe é que o roteiro de Michael Arndt prefere as questões internas da família, como a discussão sobre sorvete, o desperdício da juventude ou a descoberta de uma doença que vai afetar o futuro de alguém. Tudo muito bem explorado pelo elenco que, como não podia deixar de ser, se destaca pela atuação leve e iluminada de Abigail Breslin, como a filha que fará a família inteira se movimentar para levá-la ao tal concurso Pequena Miss Sunshine. Ela tinha da 10 anos quando da estreia do longa, mas faz magnificamente uma criança que não deve ter mais que 5 ou 6 anos. Também não é possível dizer que o rótulo “indie” não se encaixa aqui, por conta das escolhas pouco convencionais e sem medo do ridículo (que busca ser cult): uma Kombi como símbolo em sua cor gema berrante, por exemplo. E se quiser aproveitar parte da emoção desse belo filme, clique aqui e escute a mais bela das lidas músicas que compõem a trilha sonora de Mychael Danna e DeVotchKa. Ah! E naquela festa do Oscar de 2007, Pequena Miss Sunshine saiu com dois prêmios: Melhor Roteiro Original (Arndt) e Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin).  Nota: 8,5

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