Go ahead, punk. Make my day.

Vídeo Comentário #5 – Faroeste Caboclo e o preconceito

Anúncios

6 responses

  1. Aleishow

    Assimilei a indireta e vesti a carapuça! Ok.
    Não vou mentir. Faroeste Caboclo é bom, independe de ser nacional ou não. É um clássico musical, épico e qualquer brasileiro estava na expectativa de ver João de Santo Cristo com os olhos, e não mais apenas com os ouvidos e com a imaginação.
    Mas eu continuo achando que a visão dos cineastas brasileiros se restringe muito a essa temática tripla: drogas, violência e pobreza. Em alguns casos, putaria.

    Até hoje apenas O Auto da Compadecida e 2 Coelhos me fizeram olhar um filme nacional de forma à parte. Preconceito? Talvez. Mas aprendi a não generalizar, o que já é alguma coisa. Acho que temos muitos talentos, talentos inclusive que já são bem vistos lá fora. Ísis Valverde, por exemplo.

    Enfim… Só não tenho culpa de não conseguir evitar a comparação entre o cinema norte-americano (das megaproduções hollywoodianas, dos filmes de fantasia e ficção científica, dos efeitos especiais impecáveis) com o nacional.

    Aliás, não dá para comparar. Não por enquanto. Sejamos francos, amor.
    Te amo apesar das divergências.

    6 de Junho de 2013 às 11:35 PM

    • Preconceito puro e simples de quem está habituada a ver apenas filmes americanos de grandes orçamentos e efeitos visuais. A temática pobreza e violência é sim muito usada, assim como nos EUA as adaptações de HQs e refilmagens toma conta dos grandes lançamentos. O quer não quer dizer tenhamos filmes ruins obrigatoriamente. Você mesma viu uma ótima comédia/romance chamada O Homem que Copiava e disse que não gostou. Por qual motivo? Não sei, uma vez que o filme não está focado em nenhum desses elementos citados até aqui, mas sim no romance entre Lázaro Ramos e Leandra Leal.

      Sim, sejamos francos, amor, você tem preconceito. Mas você tem razão, não há motivo para comparar filmes americanos com brasileiros, cada um tem suas características e podem ser bons ou ruins ao analisarmos filme a filme e não de maneira generalista.

      Te amo apesar de seus preconceitos.

      P.S. – E você também não gosta de Brokeback Mountain por preconceito.

      6 de Junho de 2013 às 11:43 PM

  2. Aleishow

    Deixo esse pensamento aos cinéfilos e críticos. Te respeito e te admiro por isso.
    Estou entre a grande parcela da sociedade que não se atenta a análises complexas e detalhistas de filmes. Se a história é boa, me envolve, me atrai e me entretém (objetivo do mercado cinematográfico) o filme é bom. O que acontece com a maioria dos filmes estrangeiros que assisto, principalmente os dos EUA, e aconteceu apenas com dois longas de milhares que já vi brasileiros.

    6 de Junho de 2013 às 11:51 PM

    • Milhares? Duvido que você tenha visto 100 filmes nacionais – ou metade. E a culpa disso é julgá-lo antes de assisti-lo, apenas por ser nacional. Sendo assim, você mente quando diz que analisa apenas a história e se ela te entretém. Como poderia fazer isso se não viu o filme? Afinal, quando soube que ele era brasileiro deixou de vê-lo.

      7 de Junho de 2013 às 12:09 AM

  3. Cícero Ambrósio

    Ainda não pude assistir o filme Faroeste Caboclo, porém, já havia lido algumas críticas negativas a respeito, não que me importe com elas, porque em se tratando de cinema nacional negativismo é comum.
    Achei muito bem colocado seus comentários, e concordo com todos eles. Sou grande admirador do cinema nacional e tenho uma grande coleção em meu hd, desde de os mais antigos.
    É um assunto que dura muito e ficaríamos horas discutindo a respeito mas, em síntese, me parece que os brasileiros gostam mais das produções estrangeiras porque vivenciar a realidade do seu pais nas telonas não leva a fantasia que precisam para se distrair, já que muitos usam do cinema apenas para tal fim. É como o absurdo de ler uma crítica do filme Somos tão jovens, porque não mostraram na íntegra a vida do cantor, o uso de drogas e o período de doença que o levou a morte, só porque simplesmente resolveram que era melhor mostrar outras coisas sobre a vida do Renato, filme que eu gostei demais.

    Enfim, não sou nenhum especialista em filmes, muito menos sei falar a respeito, só queria parabenizar, porque gostei do assunto.

    7 de Junho de 2013 às 2:39 AM

    • Gostei da colocação a respeito da busca pelo distanciamento e pela fantasia pura e simples.

      7 de Junho de 2013 às 1:47 PM

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s