Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (10 a 16 jun)

star_trek_movie_posterStar Trek* (Idem, 2009). De J.J. Abrams

Abrams é um cara criativo e que sabe bem o tipo de tema com o qual trabalha: ação + ficção. Ele não tenta reinventar a roda com essa retomada da renomada marca Jornada nas Estrelas e apenas tira da cartola a forma com a qual os já consagrados Spock e Kirk acabaram se encontrando e dali fizeram uma das grandes parcerias da cultura pop. E sejamos francos, não há nada de muito original na forma como as coisas se desenrolam, parecem até mesmo aqueles casais de comédias românticas que se odeiam e, aos poucos, se conhecem melhor e se aproximam. Nem ao menos a ideia de viagem no tempo se torna um truque divertido como aconteceu, por exemplo, em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. O que se tem aqui é um senso de aventura aguçado e um bom elenco trabalhando no máximo da química e fazendo com que a plateia relaxe e curta o que chamo de orgia de efeitos visuais. É impressionante a quantidade de CGI no longa, mas que são muito bem usados para imersão na aventura pelos confins espaciais. Ajuda muito a câmera inquieta da J.J. Abrams, cheia de movimentos que buscam estilo e a ação. Não é um filme espetacular, mas um espetáculo em forma de filme, que, acima de tudo, diverte. Ah! E tem Leonardo Nimoy! Nota: 7,5

little_princeO Pequeno Príncipe (The Little Prince, 1974). De Stanley Donen

Transformar o clássico de Antoine de Saint-Exupéry em um musical é, no mínimo, corajoso, mas também um boa “saída cinematográfica” para a história do aviador vivido por Richard Kiley que encontra o pequeno do título no deserto do Saara, depois que sua máquina voadora tem um problema mecânico. Tudo bem que algumas músicas acabem não funcionando como deveriam, a exemplo do tema principal que datou um pouco e da primeira canção entoada pelo piloto. Mas na maior parte do tempo as músicas divertem bastante a exemplo do ótimo tema da Serpente. Pena que o experiente diretor Stanley Donen (de Cantando na Chuva), acabe sendo condescendente com a presença do quase mítico Bob Fosse e estenda demais o número de apresentação do personagem em meio à dança do artista. Quase estraga a brincadeira. O que, por exemplo, não acontece com outras boas peças da trama como a graciosa e emocionante Raposa de Gene Wilder, de longe o melhor coadjuvante da história. Por falar em elenco, imagino que a escolha do garoto para viver o personagem-título não tenha sido fácil e de uma concorrência monumental – mas que valeu cada teste. Steven Warner é um baixinho loirinho e alvo de grande carisma e ainda por cima excelente ator para seus poucos 8 anos na época. Da inocência à raiva, passando pela decepção e alegria, o jovem faz metade do serviço de encantamento que este bom filme exerce. De resto fica o bom uso de lentes olho de peixe em encontros como com o Historiador ou com a própria Raposa, além dos belos e inúmeros movimentos da câmera de Donen. Um bela adaptação, sem dúvida. Nota: 9

*Filme assistido pela primeira vez

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