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Crítica: Além da Escuridão – Star Trek

Star-Trek-Into-Darkness-PosterAssistir a Além da Escuridão – Star Trek (Star Trek Into Darkness, EUA, 2013) é, em boa parte, rever uma série de pontos já assistidos anteriormente, desde personagens que ressurgem a arcos dramáticos repetidos. No entanto, é novamente o senso de aventura de J. J. Abrams e sua direção que não dá trégua à ação que faz com que o filme se torne um programa agradável – ainda que quase dispensável em termos de Cinema.

O roteiro de Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindelof começa a história em uma cena de correria, tensa e que chega a lembrar as introduções dos filmes de Indiana Jones, como verdadeiros exploradores – algo também já visto em Missão Impossível 3. Aparentemente, uma cena de salvamento que não tem relação com o resto do filme, mas que vai rimar no final da história com o mesmo tipo de atitude, como um tipo de agradecimento. Em seguida, vem a trama verdadeira, relativa a um homem misterioso chamado John (Benedict Cumberbatch), que cria caos e pânico na Terra, por meio de um ataque terrorista em Londres.

O mistério característico de Abrams é marcado ainda pela criatividade do belo plano em que a explosão é deixada em segundo plano pelo retrato de uma criança doente, que sublinha o sacrifício do pai para salvar a filha. Mas o que deveria ser uma cena dramática, se torna um grande furo logo em seguida, já que na apresentação do almirante Marcus (Peter Weller, o eterno RoboCop), o personagem explica que o homem infiltrado na Federação Unida dos Planetas lhe contou o motivo e quem poderia está por trás daquilo. O detalhe é que esse homem fez a explosão acontecer debaixo de seu nariz. Como ele poderia ter sobrevivido?

Superado esse problema por uma avalanche de efeitos visuais, que simplesmente não te deixam pensar muito, o longa segue com a volta de outro personagem notável na História trekker, o qual se torna a maior das repetições do longa – ainda que reedite uma fala célebre dos filmes Star Trek. Mas não é difícil perceber que a motivação do vilão aqui não é muito diferente da raiva que levou Nero (Eric Bana) a causar tumulto no filme anterior da série. Da mesma forma que o capitão Kirk (Chris Pine) ainda tem seus momentos imaturos, mas não como parte de sua personalidade, e sim como mais uma forma de levar a história à frente, esquecendo completamente de que no longa anterior ele passa pelo mesmo arco de maturidade. Aqui, de novo, depois de se mostrar ser moderadamente inconsequente, ele vai fazer algo heroico para mostrar que cresceu.

No entanto, é de se salientar que Abrams está mais comedido em suas movimentações de câmera se comparado à estreia no mundo de Spock e companhia e até mesmo, acredite, nos lens flare característicos na fotografia. O que não o impede de dar zooms rápidos e recorrentes em momentos de ação – você sabe, ninguém perde os hábitos facilmente. Mas é interessante que Além da Escuridão  não deixa de investir no bom humor, que aqui ganha o reforço de frases de efeitos – “Se me testar, vai falhar”, diz Spock (Zachary Quinto) em certo momento, com ótima reação de Bones (Karl Urban).

Usando bem a tensão causada por aqueles momentos em que só um Deus Ex-Machina – reparou que a Enterprise sempre tem uma forma de ser consertada nos momentos mais difíceis? – pode dar jeito, Além da Escuridão – Star Trek pode até não trazer muitas novidades, mas tem bom andamento, com ação e diversão suficientes para que aceite um ou outro problema sem estragar o programa.

Nota: 7,5

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