Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (29 de jul a 4 ago)

cabin-in-the-woods-posterO Segredo da Cabana* (The Cabin in the Woods, 2012). De Drew Goddard

Eu diria que esse é um roteiro escrito por um jovem de 12 anos entregue a um adulto, que deu certa dose de cinismo e o filmou. Uma besteira, na verdade. Para começar existe um erro de tom gritante no longa. Sem querer falar muito sobre os segredos do filme (mas já falando), existem duas história correndo paralelamente em um laboratório e na tal cabana do título. O caso é que enquanto no último existe aquele climão terrorífico, no laboratório, as incursões cômicas sobre a trama principal cortam completamente a ligação com o clima de horror que você espera. Assim você não sabe se ri ou se sente tenso – ou se apenas acompanha a história para ver onde ela vai dar. Já vou avisando que o caminho é longo (mesmo, com o filme durando apenas 1h35). E ainda existem aqueles clichês bestas de meninas lindas nuas e personagens carismáticos que encontram seu fim na mão de um ser qualquer. Além do bonitão em péssima atuação – não que o elenco seja o forte do filme. E digo mais: os minutos finais são pura maluquice tipo Além da Imaginação com um toque de violência. Repare ainda no desperdício completo da nossa querida Sigourney Weaver. Tudo cortesia do roteiro de Joss Whedon, de Os Vingadores. Nota: 4,5P.S. – alguém mais aí acha que as cenas da cabana são uma “homenagem” a Evil Dead?

ong_bak_movie_posterOng-Bak – Guerreiro Sagrado* (Ong-Bak, 2003). De Prachya Pinkaew

Não, esse não é um filme profundo ou, mesmo com um ponto de partida religioso, não questiona o avanço do mundo moderno sobre o próprio tradicionalismo. O negócio aqui é ação pura, mas nada simples. A complexidade das lutas protagonizadas pelo astro da ação Tony Jaa é o principal aqui e a história sobre a busca de parte de uma estátua sagrada vai render muitas delas. É até interessante, por exemplo, que a ação em si demore um tanto a começar, mas que desde que aparece não para – exclua a primeira cena de uma escalada a árvore, afinal, aquilo é nada em relação ao que vem por aí. A primeira que chama atenção é a série de obstáculos que Jaa supera em uma perseguição pelas ruas tailandesas. Dali para frente haverá muitas cotoveladas e joelhadas usando o Muay Thai do ator. Há aquela dose de exagero e humor necessário para que o filme não se torne cansativo ou um tipo de produção de Michael Bay com zilhões de cenas de ação que entorpecem. Em Ong-Bak vence a criatividade. A todo tempo tem algo que te empolga, seja um golpe mais exagerado, mas impressionante, seja uma correria desenfreada que termina em veículos tombando. Só que, repare, em todas elas há um malabarismo de Jaa para chamar a atenção – com um alívio cômico quase sempre, é preciso lembrar. Fora que a montagem busca a todo tempo efeitos estilosos acelerando o movimento da câmera ou cortando com mais celeridade. Além da própria trilha que mistura músicas eletrônicas com sons (aparentemente) tradicionais. Como já disse, impressiona com o vigor do protagonista, mas, muito mais importante que isso, entretém com uma história rasa, mas que liga minimamente uma cena de ação na outra. Nota: 8

*Filme visto pela primeira vez

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