Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (9 a 15 set)

Ex DrummerEx Drummer* (Idem, 2007). De Koen Mortier

Um tipo de Trainspotting extremo, essa é daquelas produções que se deve assistir quando o humor estiver muito bom. Ex Drummer não é agradável, ainda que possa ser “lido” como boa crítica da divisão entre a classe dominante, vendo o mundo do alto de suas torres, e os demais se chafurdando em um mundo nojento. Claro, que com os últimos sendo usados pelos primeiros. Mas essa mensagem é um detalhe em meio a uma trama em que três deficientes procuram um famoso escritor para ser o baterista de sua banda. O caso é que não se sabe se as deficiências são apenas físicas. Os três primeiros são construídos como verdadeiros monstros: um trata os pais como lixo, outro domina a mulher por meio da agressividade e ainda larga a filha em meio a uma casa que mais parece um chiqueiro, enquanto o terceiro é um espancador/estuprador de mulheres. O que leva ao aproveitador protagonista metido a besta, que aproveita desse tipo de desajustados para escrever seu novo livro, enquanto finge ser o baterista que eles buscam. Mas calma, o filme ainda é cheio de perversões e violência gráfica ou estabelecida pela direção virtuosa de Koen Mortier. Repare como ele filma ambientes quase encostando sua câmera no teto e deixa tudo ainda mais claustrofóbico – não bastasse a sujeira dos ambientes fechados e frios no qual a história se passa (direção de arte mais do que eficiente). Entretanto a escolha mais bizarra e coerente de Mortier é mostrar o espancador de cabeça para baixo em sua casa estranha, o que dá uma boa idéia de como a mente daquele homem é distorcida. Mas pode ter certeza, a descrição aqui não é nem metade da escrotidão que o longa consegue atingir e a depressão que ele pode causar ao mostrar pessoas vivendo daquela forma. Basta dizer que você ainda não viu uma cena de sexo anal como uma mostrada aqui, que rende risos e horror. Aliás, o humor negro chega ao ápice na descrição do tamanho do pênis de um personagem por meio da vagina de sua esposa. Nota: 8,5

Austin-Powers-International-Man-of-MysteryAustin Powers – 000 – Um Agente Nada Discreto (Austin Powers – International Man of Mystery, 1997). De Jay Roach

Dizer que o filme é de Jay Roach é apenas uma convenção, já que Mike Myers é a grande estrela dessa comédia que rendeu outros dois sucessores – o segundo é ainda melhor que o original, diga-se de passagem. Aqui, as boas piadas sobre um agente secreto de visual bizarro e dentes horríveis, congelado nos anos 60 e renascido na década de 90, formam a maior parte do arsenal. O que não quer dizer que existam outras tão boas ou ainda melhores, como a utilização da perspectiva para esconder as partes pudentas de alguns personagens. E o que dizer de uma espiã chamada Alotta Fagina? Mas como nenhum herói vive sem um vilão, Powers tem uma grande ajuda de Dr. Evil – versão caricata de Ernst Stavro Blofeld, de James Bond – e seu gato careca, Mr. Bigglesworth – outra caricatura. Detalhe: Evil também é interpretado por Myers e muito bem. Garantia de boas risadas e ainda tem Elizabeth Hurley. Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez

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One response

  1. Acostumbro cada dia buscar articulos para pasar un buen momento leyendo y de esta forma he localizado vuestro articulo. La verdad me ha gustado el articulo y pienso volver para seguir pasando buenos momentos.
    Saludos

    30 de Setembro de 2013 às 1:08 PM

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