Go ahead, punk. Make my day.

Archive for Outubro, 2013

A abertura de Os Simpsons inspirada em O Hobbit

Simpsons - Hobbit

Depois da ótima abertura que Guillermo del Toro fez para Os Simpsons, a família de Homer agora ganha uma sequência inicial baseada em O Hobbit. Não chega a ser complexa como a anterior, mas tem boas piadas, como Moe na pele de Gollum ou Burns/Smaug.

O objetivo da jornada inesperada é o sofa, como sempre.

Divertido, confira.


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Darth Vader – versão rápida da vida e obra

a-historia-de-darth-vader


Crítica: Rota de Fuga

escape_plan_posterSe fosse feito há mais de 20 anos, esse seria um dos maiores filmes (em termos de tamanho mesmo) da indústria do Cinema. Afinal, seria o encontro não-paródia entre Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger – o que já havia acontecido duas vezes na série Os Mercenários, mas verdade seja dita: até então tudo passava de uma grande piada em relação a filmes como Rota de Fuga (Escape Plan, EUA, 2013). Mas outra verdade seja posta: antes os dois tivessem se mantido rindo de si mesmos.

O caso é que a produção que reúne os dois maiores astros dos filmes de ação da década de 80 até tenta ser um filme divertido e razoavelmente bem traçado, mas fica na vontade. As viradas de roteiro não causam impacto e as coisas são um tanto convenientes para os personagens. É como a carreira de Stallone e Schwarzenegger atualmente: morna e com um ou outro momento realmente interessante.

A história começa bem com a apresentação do personagem de Sly sem muita conversa, mas com bastante mistério, o que deixa a plateia bem interessada. O ideal seria você ir ao Cinema sem saber absolutamente nada desse início para que o melhor do filme não fosse revelado. Pois é, o clímax de Rota de Fuga é sua abertura inteligente e divertida. O que é um problema, pois a partir dali a narrativa esfria e o que se tem é a velha história da tentativa de fuga de uma prisão aparentemente inviolável que vai envolver novamente Stallone com a ajuda de Schwarza.

O máximo que o roteiro de Miles Chapman e Jason Keller consegue dali pra frente é se fazer de inteligente ao colocar na boca de Stallone um sem número de informações sobre estruturas carcerárias. Algo que torna o segundo e terceiro terços do longa um grande falatório – que seria surpreendente para um filme dos protagonistas, cujos talentos normalmente são as cenas de ação, não fossem esses diálogos puramente expositivos.

Escape-Plan_

Fora que  Chapman e Keller são bem companheiros do especialista em fugas vivido por Sly. Afinal, há facilidades demais para que o personagem consiga elaborar seu plano na tal prisão. Chega a ser absurdo um local com tanta umidade, como o próprio Stallone salienta, ter peças de metal que podem ser corroídos pela ferrugem. Note que inicialmente ele acha que o local tem certa presença de água, o que poderia justificar o engano da teoria dele, mas logo descobre-se que a presença de água é bem maior. O que indica que ali esteve o pior engenheiro do mundo. Outra coisa é contar que guardas não verificarão in loco uma câmera que apagou de repente, achando que foi todo o sistema que falhou. Mais: o filme tem uma grande quantidade de brigas que servem para que os protagonistas consigam coisas, só que é conveniente demais que em nenhum momento eles sejam derrubados por outros presos em uma dessas pancadarias.

A boa notícia é que Schwarzenegger, ainda que canastrão até as tampas, é carismático e ganha a atenção do público, chegando ao ápice em um engraçado surto na solitária. Enquanto isso Jim Caviezel volta a ter um papel de destaque em uma produção maior desde A Paixão de Cristo e o desperdiça tamanha a fetação do diretor Hobbes que ele compõe. Típico vilão exagerado que tinha a intenção de ser divertido. Tinha. Assim como Rota de Fuga poderia ter sido legal. Poderia.

Nota: 6

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Resumo (14 a 27 out)

publicenemies_1Inimigos Públicos (Public Enemies, 2009). De Michael Mann

Tido como um dos blockbusters de época pioneiros no uso de câmeras digitais, esse é um longa que se baseia na história real de um dos bandidos mais populares da história americana, John Dillinger. Ele é vivido com gosto por Johnny Depp, que imprime charme, intensidade e inteligência ao bandido, tornando-o um excelente protagonista. Obviamente glamourizado pelo roteiro, ele bem que tem aqui e ali atitudes que não nos deixa esquecer que estamos vendo um ladrão que não exita em matar quem estiver em seu caminho de fuga. Mas vale lembrar: você torcerá pelo fora-da-lei, mesmo conhecendo de suas atitudes, as quais levam todos ao seu redor para um tipo de buraco. O Dillinger de Depp é cruel para não ser apanhado e heroico quando convém. E só não brilha sozinho devido á presença de Christian Bale como o homem da Lei Melvin Purvis. Por fim, é impossível assistir a Inimigos Públicos e sair indiferente aos ótimos tiroteios arquitetados por Mann. No melhor estilo Fogo Contra Fogo, as metralhadoras tomam o lugar dos fuzis usados em 1995 e fazem com que som e edição ganhem reforço. Até a fotografia, que não precisava provar mais nada a ninguém, é beneficiada na sequência na floresta. Um filme que ainda termina com aura nostálgica e romanticamente em um contexto inesperado. Nota: 8

edificio masterEdifício Master* (Idem, Brasil, 2002). De Eduardo Coutinho

Mais pessoal que esse documentário é difícil. Coutinho e sua equipe filmam o prédio que dá nome ao filme por meio de histórias dos mais de 500 moradores do lugar, que fica em Copacabana, no Rio de Janeiro. O filme é seco, com montagem simples e 100% focado no mosaico de depoimentos que a produção colheu em um semana de filmagens e um mês de preparação, no total. Quase não há imagens exteriores do Edifício Master, quando acontecem são através das janelas de alguns apartamentos, o que reitera a motivação do filme. Mas o mais bacana é que aqui e ali há trilhas sonoras para o longa, todas diegéticas, vindas dos próprios condôminos como na emocionante passagem em que um homem conta como conheceu e cantou com Frank Sinatra a música “My Way”, a qual ele entoa em seguida acompanhando o aparelho de som – o que ele diz fazer frequentemente e atrair uma pequena plateia. Mas como deveria ser, o filme consegue cativar por meio das dezenas de histórias que põe na tela. A exemplo da professora extremamente articulada, mas que tem fobia social em meio àquele aglomerado de gente do prédio. Ou o casal que expõe suas mágoas em meio em uma entrevista ironicamente leve – “Não prestamos mas nos amamos”, diz o o homem. Há histórias tristes de solidão e tentativas de suicídio, mas há histórias felizes de um homem que se emociona ao lembrar de um antigo patrão que reconheceu seu trabalho. Confesso que a opção de manter a câmera apenas em seus personagens criam um ambiente claustrofóbico que me incomodou –  intencional, imagino – e que senti falta de algumas imagens extras como dos retratos que uma mulher diz amar tanto a certa altura. De qualquer forma, um filme cativante. Nota: 8

the-fast-and-the-furious-tokyo-driftVelozes e Furiosos – Desafio em Tóquio* (The Fast and the Furious – Tokyo Drift, 2006). De Justin Lin

Um roteiro cuja história não tem qualquer elemento original – inclusive recicla ideias não originais do primeiro longa da série -, essa terceira incursão dos “velozes e furiosos” foi quase spin off da até aqui sucessão de seis longas sobre carrões em alta velocidade e o crime. A única ligação que há é uma participação especial de Vin Diesel no final da produção. Ainda que não seja lá essas coisas, Desafio em Tóquio não comete a mesma quantidade de erros que seu antecessor, + Velozes + Furiosos e tenta criar algum tipo de ligação genuína com seu protagonista rebelde e de certo carisma, mesmo que seja tudo meio clichê e truncado – afinal, o personagem só mostra ter “crescido” quando diz ao pai que tem que resolver seus problemas com suas próprias mãos, mas o detalhe é que a situação a ser resolvida é vingar a morte de um colega de crime. As boas cenas de ação, com utilização intensa de efeitos visuais que, na maior parte das vezes, contribuiu com a narrativa, deixa as coisas fluírem enquanto você espera o final mais que conhecido. O drift nas ruas de Tóquio tem seu charme. Nota: 5,5

*Filme assistido pela primeira vez


Crítica: Rush – No Limite da Emoção

Rush movieA abertura de Rush – No Limite da Emoção (Rush, EUA/Alemanha/reino Unido, 2013) até engana: parece que vamos ver um filme raso e glamourizado sobre o mundo das corridas por meio de uma rivalidade histórica entre Niki Lauda (Daniel Brühl) e James Hunt (Chris Hemsworth). As narrações em off sobre o mundo em que vivem, porém, servem mais para pontuar o amadurecimento futuro daqueles personagens do que para encantar a plateia o circo da Fórmula 1. Junte isso aos caprichados aspectos técnicos do longa e você tem um empolgante drama.

Tudo bem que o roteiro de Peter Morgan não consegue escapar de certos aspectos, como colocar os protagonistas na oposição meio óbvia Lauda caxias versus Hunt bon vivant, o que não tira o mérito dele em conseguir criar dramas e fazer com que aqueles personagens reais consigam se desenvolver com o passar do tempo. É preciso, nesse sentido, dar o braço a torcer para Hemsworth, o qual, ainda que não consiga se livrar da aura de galã, tem um trabalho com nuances diferentes do que ele está acostumado a fazer até aqui em sua carreira (ser o bonitão em cena).

Mas quem toma conta do longa é mesmo Brühl. O trabalho dele é tão bom e cativante que nem seu tom arrogante ou mesmo a chatice de ser o nerd da história o afastam do público. Veja que ele é o fio condutor da trama, em um misto de repúdio pelas atitudes de Hunt e certa inveja de não ter a mesma popularidade – e você nem percebe direito que Brühl está de maquiagem mesmo antes de sofrer o grave acidente que queima parte de seu rosto – o tratamento desses ferimentos é, de longe, a parte mais angustiante do filme.

Mas o que realmente chama atenção é a energia da direção de Ron Howard, que, aliada à montagem milimétrica de Daniel P. Hanley e Mike Hill e à fotografia de Anthony Dod Mantle criam um mundo veloz, bonito e até certo ponto estilizado. Enquanto Howard abusa de planos-detalhe ou closes, a escolha do diretor de manter muitos de seus quadros em perspectiva na pistas favorecem a velocidade dos carros em cena. Nesse momento as cores parecem mais vivas e o constante movimento vindos da montagem e da própria câmera fazem de Rush vigoroso.

Nota: 8,5

Rush - Lauda vs Hunt


Há alguns anos… – O jovem Kubrick

E uma câmera na mão….

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Stanley Kubrick aos 10 anos

Dicas rápidas sobre comportamento nos cinemas

Aqua Teen

A animação Aqua Teen Hunger Force Colon Movie Film For Theaters tem uma introdução rápida, direta e eficiente sobre o comportamento alheio em uma sala de cinema. Por mim, seria exibida em todos os filmes tamanha a falta de noção e educação do público atualmente.

Começa bonitinho. Termina com o recado dado.

E tenho dito.

“Don’t talk! Watch!”