Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (16 a 29 set)

Croods_PosterFinalOs Croods* (The Croods, 2013). De Kirk De Micco e Chris Sanders

Como já havia acontecido nos filmes dirigidos anteriormente por Chris Sanders, Os Croods tem uma veia quase piegas, mas que consegue atingir os corações da plateia com seu humor um passinho além do politicamente correto e uma história sobre as relações familiares. Foi assim no lindo Lilo & Stitch e no eficiente Como Treinar Seu Dragão, nos quais o diretor fez parceria com Dean DeBlois. Aqui ele fala da família de homens (e mulheres) da caverna, que evitam contato com o desconhecido para que sobreviva no ambiente hostil da Terra pré-histórica. Mas como qualquer roteiro nesse mundo precisa de algum conflito, lá está a filha adolescente dos Croods para querer algo mais da vida, descobrir um jovem rapaz e o fogo para que a relação dela com o pai desmorone. Típico, mas é interessante como a história não dá trégua para o paizão da família e, por vezes, você acaba torcendo para que ele desbanque o jovem inteligente que invade a vida daquelas pessoas- mesmo que forçado a isso pela falta de delicadeza da filha Crood. O filme é leve, deixa uma mensagem de coragem para as crianças e tem um trunfo: o ritmo intenso. Repare, são poucos os minutos de respiro da fita, que vai encadeando uma cena de ação atrás da outra, usando bastante humor para levar a trama à frente. Claro que fica mais fácil por ser um “road movie A.C.” – filmes de viagem são naturalmente episódicos, o que ajuda a dar cadência à narrativa se bem amarrados. Só que aqui a coisa flui velozmente e quando surge um pequena pausa, graças ao carisma dos personagens, você nem percebe que o ritmo baixou. Programa família, que pode divertir e emocionar. Nota: 8

fallingdownUm Dia de Fúria (Falling Down, 1993). De Joel Schumacher

Schumacher é um cara que deveria trabalhar apenas com orçamentos baixos. Essa fita tensa, que custou Us$ 25 milhões, tem algumas das cenas mais icônicas da década de 90 e é uma ótima discussão do modo de vida em grandes cidades – e nada esperançosa, diga-se de passagem. Começa com um desesperador engarrafamento em uma avenida qualquer de Los Angeles. Com um calor forte, a agonia de ficar parado em um carro que se transforma num tipo de prisão e uma mosca insuportável, não seria nem preciso falar dos problemas particulares do protagonista para entendermos sua fúria ao sair pela cidade vingando nossos pequenos desgostos diários. A partir daí vêm outras passagens clássicas que o roteirista Ebbe Roe Smith elabora: a rede de fast food e sua propaganda enganosa ou o valor abusivo de uma mera lata de refrigerante. Mas o mais interessante é a armadilha que Michael Douglas acaba caindo ao se tornar um vingador moderno: por mais que ele lute contra o mundo, ele não vai mudá-lo sozinho e será esmagado de alguma forma pela pressão d’O Sistema, as angústias do passado e a Lei exercem sobre ele. E olha que a figura policial retratada aqui não é nem um pouco caricatural ou sem motivação – e vivido com carisma absurdo por Robert Duvall. Nota: 8,5

austin-powers-the-spy-who-shagged-me-posterAustin Powers – O Agente ‘Bond’ Cama (Austin Powers – The Spy Who Shagged Me, 1999). De Jay Roach

Depois de um início mais modesto, ainda que muito criativo e engraçado, na primeira continuação, o personagem de Mike Myers ganhou seu melhor filme (do total de três), mesmo pecando aqui e ali em seu humor chulo. Powers volta a enfrebtar seu inimigo Dr. Evil e tem, de novo, uma belezura ao seu lado – sai Liz Hurley, entra Heather Graham. E aqui vou pagar de advogado do diabo, já que muitos criticam a repetição de algumas piadas do longa original. Entendo Myers, que viu em O Agente ‘Bond’ Cama a oportunidade de consolidar boas tiradas que o primeiro filme do espião inglês não teve a chance de mostrar para um público maior – a exemplo das frutas e outros objetos tapando as partes baixas de Powers. Mas o caso é que o filme vai além e cria o antológico momento em que a perspectiva volta a ser usada na cena das sombras na barraca – um ultraje hilariante. Claro que o personagem Igor Dão é completamente desnecessário e se torna mais uma plataforma para o ego de Myers, que, assim, interpreta três personagens em um único filme – de Eddie Murphy a Peter Sellers, isso não é novidade para ninguém. Mas é bacana a volta de gente como Mustafa (Will Ferrell), que faz uma improvável, mas ótima participação, mesmo depois de seu “fim” em Um Agente Nada Discreto. Assim, chegamos à melhor criação da vez: Mini Mim. O anão, clone de Dr. Evil, rouba boa parte das cenas em que aparece e cria dinâmica ainda melhor na vida da família vilanesca, em meio ao embate entre ele e o outro filho Evil, Scott. Uma comédia para se assistir com a mente aberta para o escracho completo e ainda curtir uma ótima trilha sonora, que cai de The Who a Madonna. Nota: 8,5

* Filme assistido pela primeira vez

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