Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (7 a 13 out)

MatrixTrilogia Matrix (1999-2003). De Andy e Lana Wachowski

É senso comum adorar o primeiro filme da trilogia e massacrar os filmes seguintes. Mas não é incorreto dizer que os irmãos Wachowski se deixaram levar pelo apelo visual/tecnológico de seus filmes e se esqueceram de aprofundar ainda mais o bom ponto de partida. Não que Reloaded e Revolutions não esclareçam boa parte do que propõem, mas é óbvio que Matrix, de 1999, consiga aliar melhor conceitos filosóficos e uma grande quantidade de referências que seus sucessores. O senso comum, afinal, não está errado. O longa que deu origem à trilogia é uma costura muito bem feita de animês/mangás, westerns, ficções científicas e wuxia com um toque de originalidade em seus efeitos visuais. Como bom sci fi mistura Filosofia/Antropologia/Sociologia com visual arrebatador, que caiu no gosto popular. Não se difere muito, por exemplo, da história de luta contra as máquinas de um Exterminador do Futuro, contudo as cenas de ação empolgantes fazem toda a diferença no quesito público, que elevou a produção média (mas de grandes pretensões) a outro patamar. Eu me lembro que quando suas continuações chegaram ao mercado tinha muita gente comentando a respeito dos possíveis autores que deveriam ser “consultados” para entender melhor a saga de Neo. Pura bobagem, já que a trilogia se sustentou basicamente em preceitos religiosos e muita ação. Não são filmes ruins, mas por pouco não desperdiçam uma boa história. Há momentos geniais, como a luta de Neo com dezenas de Smiths ou a invasão de Zion. Assim como há absurdos como o protagonista preso num tipo de limbo (a lixeira da Matrix) no início do terceiro capítulo – puro tempo perdido. Além disso, é bem conveniente as multiplicação de Smith dentro da Matrix para que cheguemos à conclusão da narrativa.

Matrix – 9

Matrix Reloaded – 7,5

Matrix Revolutions – 7,5

stand-by-me-posterConta Comigo (Stand By Me, 1986). De Rob Reiner

Esse é o mais puro exemplo de como um filme precisa, em primeiro lugar, cativar a plateia por meio de seus personagens. A trama aqui é relativamente simples: quatro amigos adolescentes resolvem procurar o corpo de outro jovem que morreu atropelado recentemente. No caminho até lá descobrimos mais sobre eles, seus fantasmas e suas alegrias, e por serem tão comuns a qualquer moleque naquela idade, nos apegamos a eles. Fora que o filme explora como poucos o fator nostalgia. O desafio aqui é assistir ao longa e não ficar um tanto feliz por suas memórias da época da escola e outro tanto melancólico por estar tão longe daqueles tempos. Rápido e contundente, Conta Comigo, em menos de 90 minutos, consegue explorar quatro personagens e ainda cria clímax na narrativa (ele poderia ser apenas um estudo daqueles meninos sem uma história verdadeiramente empolgante), além de chegar a um final que subverte moderadamente nossas expectativas em relação ao que os próprios garotos esperavam: não há TV nem fama, mas melancolia. Fique atento a uma das grandes frases de conclusão de um filme: “Eu nunca tive amigos como os que eu tive quando tinha 12 anos. Jesus, alguém teve?”. Nota: 9

enemy-at-the-gates-posterCírculo de Fogo (Enemy At The Gates, 2001). De Jean-Jacques Annaud

Outro filme com personagens que têm reações de gente de verdade, esse drama de guerra é interessante pelo rumos que uma amizade formada em meio a um ambiente hostil se distorce com os caminhos que o conflito vai determinando. Fora que são poucos os filmes sobre a União Soviética na II Guerra Mundial que conseguem espaço tão grande no cinema mundial como Círculo de Fogo. O bom é que o longa critica o Exército Vermelho por suas péssimas condições, mas exalta os combatentes por suas persistência. A trama conta a história real de Vassili Zaitsev, franco-atirador que ficou famoso por suas façanhas durante a resistência em Stalingrado em meio à invasão nazista. Outro trunfo da produção é a batalha de nervos entre o protagonista e o major alemão destacado para matar Zaitsev. Ainda que os encontros entre eles sejam entrecortados pela história pessoal do soviético, cada vez que ambos dividem a cena, o jogo de inteligência e tensão elevam o filme – particularmente acho muito interessante o trabalho de snipers, que exige precisão, paciência e têm alvos que valem por multidões em um conflito. Curiosidade:  Ron Perlman está no elenco tanto desse Círculo de Fogo quanto no  no sci fi Círculo de Fogo, sobre robôs e aliens gigantes, que esteve nos cinemas recentemente. Nota: 8

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