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Crítica: Rush – No Limite da Emoção

Rush movieA abertura de Rush – No Limite da Emoção (Rush, EUA/Alemanha/reino Unido, 2013) até engana: parece que vamos ver um filme raso e glamourizado sobre o mundo das corridas por meio de uma rivalidade histórica entre Niki Lauda (Daniel Brühl) e James Hunt (Chris Hemsworth). As narrações em off sobre o mundo em que vivem, porém, servem mais para pontuar o amadurecimento futuro daqueles personagens do que para encantar a plateia o circo da Fórmula 1. Junte isso aos caprichados aspectos técnicos do longa e você tem um empolgante drama.

Tudo bem que o roteiro de Peter Morgan não consegue escapar de certos aspectos, como colocar os protagonistas na oposição meio óbvia Lauda caxias versus Hunt bon vivant, o que não tira o mérito dele em conseguir criar dramas e fazer com que aqueles personagens reais consigam se desenvolver com o passar do tempo. É preciso, nesse sentido, dar o braço a torcer para Hemsworth, o qual, ainda que não consiga se livrar da aura de galã, tem um trabalho com nuances diferentes do que ele está acostumado a fazer até aqui em sua carreira (ser o bonitão em cena).

Mas quem toma conta do longa é mesmo Brühl. O trabalho dele é tão bom e cativante que nem seu tom arrogante ou mesmo a chatice de ser o nerd da história o afastam do público. Veja que ele é o fio condutor da trama, em um misto de repúdio pelas atitudes de Hunt e certa inveja de não ter a mesma popularidade – e você nem percebe direito que Brühl está de maquiagem mesmo antes de sofrer o grave acidente que queima parte de seu rosto – o tratamento desses ferimentos é, de longe, a parte mais angustiante do filme.

Mas o que realmente chama atenção é a energia da direção de Ron Howard, que, aliada à montagem milimétrica de Daniel P. Hanley e Mike Hill e à fotografia de Anthony Dod Mantle criam um mundo veloz, bonito e até certo ponto estilizado. Enquanto Howard abusa de planos-detalhe ou closes, a escolha do diretor de manter muitos de seus quadros em perspectiva na pistas favorecem a velocidade dos carros em cena. Nesse momento as cores parecem mais vivas e o constante movimento vindos da montagem e da própria câmera fazem de Rush vigoroso.

Nota: 8,5

Rush - Lauda vs Hunt

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