Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (14 a 27 out)

publicenemies_1Inimigos Públicos (Public Enemies, 2009). De Michael Mann

Tido como um dos blockbusters de época pioneiros no uso de câmeras digitais, esse é um longa que se baseia na história real de um dos bandidos mais populares da história americana, John Dillinger. Ele é vivido com gosto por Johnny Depp, que imprime charme, intensidade e inteligência ao bandido, tornando-o um excelente protagonista. Obviamente glamourizado pelo roteiro, ele bem que tem aqui e ali atitudes que não nos deixa esquecer que estamos vendo um ladrão que não exita em matar quem estiver em seu caminho de fuga. Mas vale lembrar: você torcerá pelo fora-da-lei, mesmo conhecendo de suas atitudes, as quais levam todos ao seu redor para um tipo de buraco. O Dillinger de Depp é cruel para não ser apanhado e heroico quando convém. E só não brilha sozinho devido á presença de Christian Bale como o homem da Lei Melvin Purvis. Por fim, é impossível assistir a Inimigos Públicos e sair indiferente aos ótimos tiroteios arquitetados por Mann. No melhor estilo Fogo Contra Fogo, as metralhadoras tomam o lugar dos fuzis usados em 1995 e fazem com que som e edição ganhem reforço. Até a fotografia, que não precisava provar mais nada a ninguém, é beneficiada na sequência na floresta. Um filme que ainda termina com aura nostálgica e romanticamente em um contexto inesperado. Nota: 8

edificio masterEdifício Master* (Idem, Brasil, 2002). De Eduardo Coutinho

Mais pessoal que esse documentário é difícil. Coutinho e sua equipe filmam o prédio que dá nome ao filme por meio de histórias dos mais de 500 moradores do lugar, que fica em Copacabana, no Rio de Janeiro. O filme é seco, com montagem simples e 100% focado no mosaico de depoimentos que a produção colheu em um semana de filmagens e um mês de preparação, no total. Quase não há imagens exteriores do Edifício Master, quando acontecem são através das janelas de alguns apartamentos, o que reitera a motivação do filme. Mas o mais bacana é que aqui e ali há trilhas sonoras para o longa, todas diegéticas, vindas dos próprios condôminos como na emocionante passagem em que um homem conta como conheceu e cantou com Frank Sinatra a música “My Way”, a qual ele entoa em seguida acompanhando o aparelho de som – o que ele diz fazer frequentemente e atrair uma pequena plateia. Mas como deveria ser, o filme consegue cativar por meio das dezenas de histórias que põe na tela. A exemplo da professora extremamente articulada, mas que tem fobia social em meio àquele aglomerado de gente do prédio. Ou o casal que expõe suas mágoas em meio em uma entrevista ironicamente leve – “Não prestamos mas nos amamos”, diz o o homem. Há histórias tristes de solidão e tentativas de suicídio, mas há histórias felizes de um homem que se emociona ao lembrar de um antigo patrão que reconheceu seu trabalho. Confesso que a opção de manter a câmera apenas em seus personagens criam um ambiente claustrofóbico que me incomodou –  intencional, imagino – e que senti falta de algumas imagens extras como dos retratos que uma mulher diz amar tanto a certa altura. De qualquer forma, um filme cativante. Nota: 8

the-fast-and-the-furious-tokyo-driftVelozes e Furiosos – Desafio em Tóquio* (The Fast and the Furious – Tokyo Drift, 2006). De Justin Lin

Um roteiro cuja história não tem qualquer elemento original – inclusive recicla ideias não originais do primeiro longa da série -, essa terceira incursão dos “velozes e furiosos” foi quase spin off da até aqui sucessão de seis longas sobre carrões em alta velocidade e o crime. A única ligação que há é uma participação especial de Vin Diesel no final da produção. Ainda que não seja lá essas coisas, Desafio em Tóquio não comete a mesma quantidade de erros que seu antecessor, + Velozes + Furiosos e tenta criar algum tipo de ligação genuína com seu protagonista rebelde e de certo carisma, mesmo que seja tudo meio clichê e truncado – afinal, o personagem só mostra ter “crescido” quando diz ao pai que tem que resolver seus problemas com suas próprias mãos, mas o detalhe é que a situação a ser resolvida é vingar a morte de um colega de crime. As boas cenas de ação, com utilização intensa de efeitos visuais que, na maior parte das vezes, contribuiu com a narrativa, deixa as coisas fluírem enquanto você espera o final mais que conhecido. O drift nas ruas de Tóquio tem seu charme. Nota: 5,5

*Filme assistido pela primeira vez

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