Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (28 out a 3 nov)

the_chaserO Caçador* (The Chaser/Chugyeogja, 2008). De Hong-jin Na

O grande trunfo de O Caçador/The Chaser é não se prender a clichês e quando os utiliza saber subverter a expectativa de quem o assiste. O longa começa misturando tons misteriosos e de comédia para, aos poucos, se transformar em um belo exemplo de thriller dramático. A trama é sobre o sumiço de prostitutas da capital sul-coreana, Seul. Um dos cafetões buscar saber se o caso é de debandada das meninas ou da cooptação de outro chefe. Obviamente a coisa não é como ele imagina e logo descobre-se que elas foram assassinadas. Mas o que vem após isso é o barato da produção. Não se trata de um jogo de gato e rato em busca do autor dos crimes, mas um jogo contra o tempo para provar o envolvimento dele. O roteiro acompanha as investigações oficiais da polícia e a paralela, levada pelo cafetão, que logo terá motivos mais nobres para tentar chegar à prova definitiva do envolvimento do preso. A certa altura, o roteiro ainda traz de volta determinado personagem meio que forçadamente, mas que essa volta vai render ainda mais tensão e abrir o terceiro ato. Fora que a presença dessa pessoa rende uma cena que desafia pela beleza plástica que o diretor Hong-jin cria em um contexto cruel – essa passagem acontece em uma loja de conveniência. Te segurando na cadeira até o último minuto, O Caçador/The Chaser ainda tem um boa carga dramática ao desenvolver a ligação entre protagonista e vítima(s) de maneira gradual e a embasando – mesmo que com a presença de um criança, um dos trques mais manjados do Cinema. De qualquer maneira, um longa bem tenso. Nota: 8,5

High_Anxiety_movie_posterAlta Ansiedade* (High Anxiety, 1977). De Mel Brooks

Para mim a grande sacada de Mel Brooks são as piadas metalinguísticas que ele joga aqui e ali no filme. A melhor delas acontece em um diálogo entre a vilã, Enfermeira Diesel, e seu capacho. Eles tomam chá e a câmera os flagra por debaixo da mesa, por meio de um contra-plongé. No entanto, a câmera precisa se movimentar de um lado para o outro, para enquadrar o rosto do atores, enquanto bules, pratos e bandejas são colocadas sobre a mesa, tapando a visão. Piada com a invencionice de certos diretores, o momento é hilário e só mostra a criatividade do cineasta. Além desse, logo nos primeiros minutos da produção uma grave notícia dada ao protagonista (o próprio Brooks) é o gatilho para um trilha sonora dramática, que chama a atenção dos próprios personagens. Em poucos segundos você percebe que o que está havendo é a passagem de um ônibus ao lado deles, cheio, com uma banda sinfônica. Mas tudo isso não é à toa, Alta Ansiedade é uma brincadeira com os filmes de ação/mistério de Alfred Hitchcock, como Intriga Internacional, Um Corpo que Cai e toques de Psicose. Vale a pena, mesmo quando as boas piadas, como aquela que satiriza Os Pássaros, não estão exatamente inseridas dentro do contexto do filme – parece até uma esquete extra. Ah! A trama: diretor novato de um sanatório descobre que seu antecessor pode ter sido assassinato e seu destino talvez seja o mesmo. Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez

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