Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (4 a 17 nov)

contagion-posterContágio* (Contagion, 2011). De Steven Soderbergh

Me lembro que quando esse filme foi lançado houve uma onda de críticas, que, basicamente, diziam que se tratava de uma produção mediana. Foi com grande surpresa que assisti ao longa e gostei, principalmente dos aspectos humanos da produção. Contágio conta, basicamente, como uma doença se alastra em escala mundial e dizima milhões de pessoas. É bem verdade que a produção tenta, sem sucesso, ser um tipo de Traffic (o melhor de Soderbergh), mostrando várias ramificações do problema – desde o drama de doentes ao combate em alto escalão da Organização Mundial da Saúde. De qualquer forma, a diversidade da trama consegue bons momentos, mesmo não sendo homogênia. O melhor exemplo é como Marion Cotillard é esquecida a certa altura da história, sendo que, por outro lado, a participação de Kate Winslet é das mais emocionantes, misturando efetividade para a trama e um lado humano que só se iguala à linha narrativa da família de Matt Damon – como não se emocionar com o desfecho simples e, ainda sim, bonito que o roteiro de Scott Z. Burns descola para eles? Mesmo nos erros, ainda é possível encontrar acertos, como no jornalista vivido por Jude Law. Figura que tem um história contada com saltos – sabemos os pontos de partidas e o fim de suas investigações, mas nada sobre os meios -, ele se torna uma figura necessária para contestação, ainda que, no fim das contas, não passe de mais um que se beneficia financeiramente com a dizimação de parte da população, dando certa profundidade ao personagem. Fora que o início de Contágio é uma aula de como o Cinema pode te deixar paranóico com uma série de planos-detalhe que mostram vários pontos que se tornam perigosos apenas pelo toque de uma pessoa supostamente doente. Nota: 8

HookHook – A Volta do Capitão Gancho (Hook, 1991). De Steven Spielberg

A trama desse filme já é atraente o bastante para que você seja levado a assisti-lo: e se Peter Pan, de alguma forma, fosse trazido para o nosso mundo e acabasse se tornando um adulto? Pois ele seria um tipo de pai ausente e chato. Mas nada que um pouco de mágica não possa reverter. Além do bom ponto de partida, a produção não tem vergonha de ser infantil e baseada em muito visual e comédia. Além, claro, de atuações memoráveis. Dustin Hoffman, então, é um vilão que você adora odiar em meio a trabalhos de composição e de maquiagem impressionantes. Fora que Robin Williams mostra serviço (como de costume) em um papel que poderia exigir um ator mais atlético. Surpreende por ser bom como pai exigente e herói de ação. Vá lá que é meio difícil de ser convencido de que o filho de Peter se transforme tão completamente em três dias, só que o tom pueril da produção permite que aceitemos esse deslize sem que percamos o encanto por todo aquele mundo. Aliás, esse mundo é literalmente construído em bons cenários misturados a muitos efeitos visuais. Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez

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