Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (17 a 23 fev)

robocop__1987_posterRoboCop – O Policial do Futuro (RoboCop, 1987). De Paul Verhoeven

À primeira vista trata-se apenas de um filme de orçamento grande, com muita ação e uma ideia minimamente atraente para um público jovem. Mas dê uma chance ao policial robô! Paul Verhoeven tem mais a dizer do que apenas algumas balas cruzando os fotogramas. Ele fala de desumanização e a retomada da identidade em um futuro no qual o caos e as grandes corporações parecem ser os mandantes. Repare que há sempre mais bandidos (de baixo e alto escalão) pelo filme do que “gente normal”. A Detroit proposta aqui é super urbanizada em um futuro decadente, no qual o Estado nem se mostra e a TV junto com as grandes empresas fazem o papel dele, seja dando pão ou circo – ou a segurança privatizada da OCP. É dali que nasce o robô policial que não tem consciência de sua condição mecanizada. Quando ele descobre, surge uma das melhores passagens do filme, durante sua volta para casa e as lembranças que, revisitadas por meio de uma montagem muito bem feita por Frank J. Urioste, emenda momento antigos e atuais junto à direção precisa de Verhoeven – com câmera em movimento. Fora que o longa é extremamente satírico e não se importa em ser “ridículo” para zoar uma sociedade à beira da falência. Isso e o elemento violência que aqui começa com um policial sendo desmembrado com tiros e termina com um vilão derretendo depois de ter contato com lixo tóxico. Um pequeno clássico. Nota: 8,5

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