Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (24 fev a 2 mar)

the raid posterOperação Invasão* (Serbuan maut/The Raid Redemption, 2011). De Gareth Evans

Intensidade é a palavra aqui. O longa da Indonésia é calcado na ação quase incessante e em uma história que guarda o mínimo de mistério para que você acompanhe a trama – ela segura o segredinho até os minutos finais literalmente. Até lá temos um grupo de policiais que precisam entrar em um prédio tomado pelo crime e tirar o chefão de lá. É quase um videogame e tão divertido quanto. À medida que um andar é tomado, há mais inimigos, mais tiros e mais pancadaria pela frente. Tudo filmado com esmero e com certa dose de violência. O diretor Gareth Evans conta com a boa forma de seu protagonista Iko Uwais para as criativas passagens que envolvem artes marciais, mas também tem talento para criar situações. Há dois momentos particularmente interessantes. No primeiro deles, os policiais estão cercados e dependem da escuridão para se protegerem, mas um descuido e um tiro de escopeta que ilumina o ambiente desencadeiam um massacre. A cena é ótima pelo uso da câmera lenta, que, além de eficiente em termos de narrativa, é belíssima plasticamente. Mas talvez o ponto alto seja aquela em que o protagonista e seu grupo tenta se refugiar em apartamentos e são perseguidos, o que requer doses cavalares de criatividade dos militares. Eles usam machados, armas, punhos, móveis e bombas improvisadas. E a câmera não para em momento algum, chegando a saltar de uma andar para outro com os personagens. Ainda que o elemento humano seja raso, ele não esquecido e há identificação com a plateia – mesmo que seja apelando para relações familiares básicas. Se há um problema aqui é a quase banalização das cenas de luta a certa altura. Há tantas delas, que o que deveria ser o clímax do filme se torna um ponto abaixo da linha de qualidade de tudo que assistimos até o embate final – e este se torna longo demais. Nota: 8

Dark ShadowsSombras da Noite* (Dark Shadows, 2012). De Tim Burton

Como eu disse uma vez, é pena que Tim Burton tenha usado tantos elementos interessantes para um filme tão bestinha. Mas vamos ser sinceros, o prólogo do filme mostra, desde o início, que há algo de errado aqui. Usando a narração em off de maneira extremamente intrusiva e óbvia, a cena é terrivelmente corrida e montada de forma nada orgânica. O filme fala de uma família amaldiçoada por uma bruxa vivida por Eva Green e como ela consegue transformar Johnnyy Depp em um vampiro e depois prendê-los por dois séculos. Passados os primeiros minutos, entendemos que Burton é capaz de coisa melhor ao mostrar a personagem de Bella Heathcote na década de 1970 ensaiar um nome falso sem que alguém nos conte em off que ela esconde algo. Coisa simples e eficiente. Da mesma maneira que Depp volta a trabalhar com Burton, evita os trejeitos de Jack Sparrow e cria um personagem novo. Fato que se soma com a atuação fantástica de Eva para criar um ótimo embate entre os dois. Mas apenas isso funciona na trama, já que Sombras da Noite não sabe se brinca com o fato do vampiro ser completamente antiquado ao seu novo tempo, se resolve as rusgas dos protagonistas ou se cria um draminha familiar fajuto, o que desperdiça por completo a presença sensualmente proibida de Chloë Grace Moretz, a segurança de Michelle Pfeiffer e a estranheza de Helena Bonham Carter. Não vou nem comentar a completa falta de necessidade do personagem de Jonny Lee Miller, que se está em posição parecida com os membros de sua família, não tem nem o carisma que os demais demonstram. Ah! E ainda há um romance forçado ao extremo entre Depp e Bella. A verdade é que o roteiro de Seth Grahame-Smith tem várias peças que parecem boas, mas não consegue ligá-las satisfatoriamente, criando um castelo de lego torto que vai ruir a qualquer momento. Nota: 6

*Filme assistido pela primeira vez

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