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Crítica: 300 – A Ascensão do Império

300 - A Ascensão do ImpérioNão, 300 – A Ascensão do Império (300 – Rise of an Empire, EUA, 2014), não é um grande filme e você provavelmente espera ver mais do personagem Xerxes – por consequência, mais de Rodrigo Santoro. Não verá, pois o vilão do filme original mal tem o que fazer em cena. Sim, há algo errado em como o longa-metragem foi vendido. O que chama a atenção, porém, é que essa continuação tem um narrativa mais complexa que seu predecessor. Infelizmente, isso não o impede de se tornar um filme de ação dos mais chatos.

 

Começando com uma enorme quantidade de narrações em off, o filme estabelece as bases da guerra que levou o império de Xerxes a marchar sobre a Grécia. É um tanto corrido e não há uma justificativa decente para como o Deus-Rei se torne, bem, um Deus-Rei – ele basicamente anda no deserto e depois entra em uma água mágica. Muito melhor é a criação da real antagonista de A Ascensão do Império, Artemisia vivida com muito gosto por Eva Green e sua habilidade em manipular – o melhor do longa.

 

Dali pra frente a trama se desdobra em acontecimentos paralelos e posteriores aos vistos no primeiro 300, o que por si só é interessante, já que consegue uma saída digna para uma continuação aparentemente desnecessária. O problema é que as vibrantes batalhas do primeiro filme e o filme de ação disfarçado de épico que foi a produção de 2006, aqui se torna apenas reverência ao visual concebido por Frank Miller e que ganhou identidade cinematográfica nas mãos de Zack Snyder. E um filme arrastado por causa do uso excessivo das câmeras lentas.

 

Não que em 300 o recurso tenha sido usado com parcimônia, mas em A Ascensão do Império o que percebe é que tudo é motivo para reduzir a velocidade dos movimentos. Funciona bem nas cenas de batalha, como na abertura em que Temístocles (Sullivan Stapleton, limitado) mata o rei Darios, mas cansa pela décima vez em que surge – lá pelos 10 minutos de filme. Da mesma forma que a a narração em off é intrusiva em alguns momentos – não basta mostrar uma estátua da Atena queimando e ruindo, tem que ter alguém falando que os persas avançam sobre os gregos. Seria bom se toda vez esses offs tivessem a beleza e fossem tão orgânicos quanto aquele com a voz da rainha Gorgo (Lena Headey) durante um embate, no terceiro ato, entre Artemisia e Temístocles.

 

Prepare-se para ver uma cena de sexo com Eva Green que fica entre o brochante e o desengonçado – sim, conseguiram estragar até a nudez dela -, e um filme de ação que dá sono por sua falta de vigor (câmeras lentas, muitas). Ainda que os efeitos visuais abundantes busquem estética por meio de galões de sangue jorrando – mesmo nos golpes de espada mais superficiais.

 

Nota: 6

 

300 - A Ascensão do Império - sangue

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