Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (10 a 23 mar)

from_dusk_till_dawn-posterUm Drink no Inferno (From Dusk Till Dawn, 1996). De Robert Rodriguez

Vindo dos sucessos de baixo orçamento El Marichi e A Balada do Pistoleiro, Robert Rodriguez estava ao lado de um dos nomes do momento do Cinema norte-americano, Quentin Tarantino, para fazer um filme que pode ser qualquer coisa, menos previsível. Começa com uma história policial daquelas boas e termina com um filme sobre vampiros, mexicanos e caminhoneiros. Mistura original e que deu liga. Ok, há um bocado de clichês e um péssimo ator, Ernest Liu, na produção, mas o excesso de sangue e o estilo trash do filme dão conta do recado e passam a mensagem: não há nada de sério aqui, relaxe e torça para os protagonistas, que terão boas provas pela frente. O que chama atenção é que nomes de peso não são poupados pelo roteiro, que chega a nos convencer que pode haver qualquer surpresa ao final de um noite no Titty Twister. Mas se nem a promessa de um filme divertido não te fizer assistir a Um Drink no Inferno, saiba que aqui há a cena de dança mais erótica que o Cinema viu na década de 90, com uma Salma Hayek indecente de tão bonita. Nota: 8

The Shining posterO Iluminado (The Shining, 1980). de Stanley Kubrick

Sim, esse é um dos filmes de terror mais complexos que se tem notícia, mas como muitos outros do gênero depende de sua trilha sonora para se fazer como obra de respeito. Só que aí as composições de Wendy Carlos e Rachel Elkind juntadas a outas obras já existentes criam um dos ambientes mais opressores que o Cinema conheceu. Some isso ao fato da família de Jack Nicholson estar a centenas de quilômetros de distância de qualquer outra ser humano no gelado Overlook Hotel e tem-se o ambiente mais que propício para o surto do protagonista que se tornou uma clássico tão grande quanto o livro homônimo, de Stephen King, que inspirou a produção. O Iluminado é um filme de terror de primeira – soturno e bizarro -, mas também serve como leitura extremada do desespero que um escritor pode sofrer ante a um bloqueio mental. Assim como há algo sobre a questão indígena americana, com outros preferem. O que, independentemente da leitura que se faz, não diminui a importância de um filme dirigido com maestria em suas câmeras que andam pelo hotel com os personagens e de atuação insanamente genial de Nicholson, que parte do sofrimento ao mais completo louco que quer ver a família morta. Nota: 9

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