Go ahead, punk. Make my day.

Archive for Abril, 2014

Circle of Life batidão

É usuário de LSD?

Não consegue esquecer aquele clássico da infância?

Ou só curte um batidão?

Para todos vocês, o remix de “Circle of Life“, de O Rei Leão – musical e visualmente.

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Um personagem, uma frase – À Espera de um Milagre

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“Estou cansado de toda a dor que sinto e ouço no mundo todos os dias. Há demais disso no mundo. São como cacos de vidro na minha cabeça o tempo inteiro. Consegue entender?”

(John Coffey, Michael Clarke Duncan – À Espera de um Milagre, 1999)


Luna canta “Let It Go”, de Frozen

Frozen

É coisa de tio coruja. Minha sobrinha, Luna, fez 2 anos há alguns dias e tem um repertório de menos de 50 palavras, acho. Mas eis que na semana passada a mocinha teve contato com a animação Frozen, da Disney. Ela adorou, mas a surpresa veio quando a pequena, depois de vê-lo pela terceira ou quarta vez, começou a cantarolar o tema, “Let It Go“, durante os créditos do longa.

Eu não sou muito fã do filme, muito menos da música, que considero meio irritante. Mas confesso que me derreti vendo a pequena tentando falar três palavras em inglês. Não resisti e gravei um videozinho.

Em pouco menos de 40 segundos de imagens, Luna, incentivada pelo tio Bito (eu, babão) e pela tia Carol (quase chorando), canta baixinho e bonitinho a música que ganhou a voz de Demi Lovato. Sou mais minha sobrinha.

Chorem comigo.

 


Resumo (14 a 21 abr)

Global MetalGlobal Metal* (Idem, 2008). De Sam Dunn

Três anos antes desse segundo documentário do canadense Sam Dunn, ele já havia feito um trabalho espetacular de didática e amor pelo rock pesado com Metal – Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal. Aparentemente a boa aceitação do filme fez com que o headbanger antropólogo fosse além em sua proposta de estudar o rock extremo. Global Metal é a continuação que mantém a qualidade da proposta e estuda o movimento banger sob a ótica da globalização. Dunn procura e acha a identidade do metal em localidades onde pouco ou nunca se ouviu falar a respeito de seu rock pesado. Bons e originais exemplos não faltam, como a visita à China – local onde mais curti o metal oriental – ou Israel – de onde sai a bela mensagem: qual a motivação de cantar sob trevas se o que se vive na região é tão ou mais terrorífico que qualquer história mítica? Apenas vendo por esse prisma, poderia concordar que o rock extremo pudesse tratar de temas iluminados. O filme gasta a maior parte do tempo traçando a tese de como essa cultura ocidental invadiu o oriente e se transformou em forma de expressão local. Mas é possível curtir Max Cavalera e outros brazucas falando da chegada do metal ao país e ainda se emocionar quando o Iron Maiden faz seu primeiro show na Índia. Eu disse “emocionar”? Se Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal foi didático, Global Metal é para iniciados – e só assim para entender essa emoção. Nota: 8,5

O Tigre e o Dragão O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, 2000). De Ang Lee

É de se entender o encanto do mercado norte-americano pelo épico de artes marciais de Ang Lee. Marcado no anterior por Matrix e seu kung fu, a belíssima produção de O Tigre e o Dragão não só enchia os olhos, mas empolgava em sua pancadaria absurda (mas linda, repito), com gente voando ou se estapeando em cima de bambus. Só que o filme ainda trata de dramas pessoais com delicadeza – e não se assuste quando alguma lágrima escapar ao término dos 120 minutos. Amor e liberdade são os temas principais em meio à trama de roubo da espada Destino Verde e de uma jovem pouco humilde e cheia de vontade de ser guerreira. O desenrolar da história ainda trata de costumes e respeito a tradições – da mesma forma como elas poderiam ser quebradas e de que maneira afetavam a vida na China antiga. Levou quatro Oscars, inclusive o de Filme Estrangeiro, e ainda concorreu a Melhor produção do ano. Vale quebrar preconceitos. Nota: 8,5

P2P2 – Sem Saída* (P2, 2007). De Franck Khalfoun

Tirando que a primeira hora desse terror metido a besta tenta ser algo psicológico e absolutamente nada acontece com a tensão do espectador, a fita bem que poderia ter caprichado mais na violência e engatado uma quinta marcha para que funcionasse. Não é o que acontece. Ainda que o filme estabeleça bem a situação de sua protagonista, que vai ficando realmente encurralada no estacionamento na saída do trabalho, o que se vê em seguida é quase pífio. Culpa, principalmente, do antagonista vivido por Wes Bantley. O ator que havia mostrado algum serviço em Beleza Americana, em 1999, depois parece ter se perdido na falta de expressão – em sua atuação e em seus filmes. Aqui ele não tem cara de mau e quando quer ser ambíguo fica com cara de bobo. É no momento em que ele se revela vilanesco e amarra a bonitinha Rachel Nichols à mesa, que as coisas desmoronam. Vê-lo com “naturalismo” naquela situação não consegue ser bizarro nem medonho e o tom da cena, que deveria ser assustador devido ao grau de psicopatia, se torna indiferente. Quando o sangue jorra de vez há até uma esperança de melhora, mas o que se vê em cena é um tipo de Quarto do Pânico sem tensão misturado com Sexta-Feira 13 sem trash. Nota: 4,5

*Filme assistido pela primeira vez


Crítica: 47 Ronins

47_Ronin_posterAssistir a 47 Ronins (47 Ronin, EUA, 2013) é se enrolar na frustração. Quem acreditou nos bons trailers do filme caiu, mais uma vez, no golpe das melhores cenas. Da mesma forma que o marketing usou cada uma das boas ideias visuais que o filme teve e as divulgou, por menores e sem relevância que elas sejam. Mas não basta ter propaganda pilantra, o longa-metragem em si é um amontoado de clichês e zero de empolgação.

O filme conta uma história tida como real no Japão feudal sobre os tais ronins (ex-samurais) do título, que vingaram a morte de mestre, vítima de uma conspiração, que no longa envolve feitiçaria e fantasia. Se fosse tratado como uma história realista poderia rende um ótimo drama, principalmente na figura discriminada de Keanu Reeves. Chamada de mestiço, ele foi criado por criaturas bizarras, mas conseguiu um lugar entre o grupo que vai se tornar ronin, mesmo passando maus bocados, como não poder ter a mulher que ama. Entretanto, a produção quis ter uma pegada fantasiosa, o que poderia render uma aventura de primeira. Poderia.

O caso é que mesmo ao incluir aqui e ali seres folclóricos ou simplesmente estranhos, 47 Ronins é um filme sem brilho e burocrático. Não empolga em suas cenas de ação e se baseia em uma grande quantidade de lugares-comuns. O protagonista de Keanu é caladão e sofre da mesma forma, só que sem um trabalho decente do astro. Ele simplesmente não atua e acha que isso mostra o isolamento interno do personagem. Quando as espadas saem da bainha não há nada que você não tenha visto antes. E pior: a produção tem uma necessidade absurda de limpar o sangue das cenas que se torna uma piada. Há decapitações, espadas enfiada no crânio e no dorso de animais, outros tantos golpes pelo corpo de oponentes, porém o máximo de sangue que aparece na tela é do dedão dos guerreiros que juram fidelidade à vingança e sujam um manuscrito. Aqui, feridas graves não sangram.

É bem verdade que a feiticeira vivida com muito gosto por Rinko Kikuchi tem visual fantástico – repare como luxo de suas roupas é um tanto desleixado e seus cabelos elaborados têm um toque de desgrenho. Tudo perdido em um roteiro furado, que dá poderes para Reeves – que poderiam ser usados para evitar a situação da morte de seu senhor feudal -, mas só aparecem no final da produção.

Nota: 4

47-Ronin-Keanu


A lista de interesses do Capitão América

A certa altura de Capitão América 2 – O Soldado Invernal, Sam Wilson manda Steve Rogers ouvir Marvin Gaye e o capitão saca de seu caderninho e lista o cantor entre as muitas coisas que precisa atualizar depois de décadas congelado.

Eis que o público brasileiro sente um misto de surpresa e alegria quando vê no topo dos itens os nomes de Ayrton Senna, Wagner Moura, Xuxa e (uau!) Mamonas Assassinas. Confesso que ri muito, ainda que seja um tanto quanto sem sentido um militar americano se interessar por tantos “assuntos” locais como esses.

O fato é que a lista ganhou versões diferentes em muitos países para, claro, receber a simpatia do lugar. Na Coreia do Sul, Rogers lista Oldboy, enquanto para a Espanha está presente a marca de doces Chupa Chups. Para os franceses há o Daft Punk, para os italianos tem Roberto Benigni e para agradar australianos o AC/DC está na lista. Há outros itens para esses e mais países e alguns itens gerais para todos os lugares, como “Star Wars/Trek”, “Nirvana (band)” e “Rocky (Rocky II)”.

Agora, o que achei mais interessante foi a presença do humorístico Chaves na lista brasileira e nada da turma de Roberto Gómez Bolaños na lista mexicana. O que pode pôr mais lenha na fogueira de debates (idiotas) por aí: teria a Globo conspirado pela presença de Xuxa, enquanto Silvio Santos mexido os pauzinhos para colocar El Chavo Del Ocho entre os interesses de Capitão América? Mistério.

capamerica2


Resumo (7 a 13 abr)

skeleton_key_posterA Chave Mestra* (The Skeleton Key, 2005). De Iain Softley

Assistir a esse terror é passar por uma experiência que não vai te trazer nada de novo, tampouco te fazer mal. A Chave Mestra tem a qualidade de prender sua atenção enquanto desenrola a história de uma garota que se mete em algo sobrenatural quando começa a cuidar de um senhor de idade em fase terminal de saúde. Curiosidade e alguns sustos é o que reserva a trama, que ainda tenta dar relevância ao chamado hoodoo, nem tão explorado assim no Cinema. O final traz uma surpresinha bacana e guarda certa maldade – muito bem-vinda em tempos de filmes cada vez menos corajosos. O problema é que não há uma cena arrebatadora em nenhum momento que te faça tremer nas bases. Justamente por ser um filme mediano, a produção não chega a empolgar tanto assim e é bem capaz de ser esquecida quando o segundo pedaço de pizza terminar em seu prato no rango pós-sessão. Não dá pra reclamar do elenco, pelo menos, que tem Kate Hudson convincente, Gena Rowlands estranha e John Hurt arrebentando sem dizer quase nada. Nota: 7

*Filme assistido pela primeira vez