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Crítica: Capitão América 2 – O Soldado Invernal

Captain-America-The-Winter-Soldier-PosterEle foi vendido como um thriller político e sobre os limites da intromissão da S.H.I.E.L.D. na segurança mundial. Assim como foi vendido com um longa-metragem pancadaria com muitos efeitos visuais. Basta ver os trailers. E sim, Capitão América 2 – O Soldado Invernal (Captain America – The Winter Soldier, EUA, 2013) entrega tudo aquilo que promete. Só que vai além e, enfim, é possível ter simpatia pelo militar que até aqui, em suas duas aparições nesse mundo Marvel Cinematográfico, não tinha conseguido mostrar a que veio. Ponto para o vilão. Sim, para o vilão.

Dizem por aí que todo grande herói precisa de um grande vilão e ainda que o Soldado Invernal não seja o único problema do Capitão Steve Rogers nessa continuação, ele é fodão o suficiente para que faça a plateia torcer pelo protagonista. A grande sacada é dar alguma dimensão além do heroísmo ao bandeiroso América. No que o roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely é bem engenhoso, principalmente, quando coloca uma cena solitária e bonita que envolve o reencontro entre Rogers e sua amada envelhecida Peggy Carter. Dessa forma, ao colocar o herói como objetivo de afeição, você começa a perceber que o soldado misterioso que passa a atacar a S.H.I.E.L.D. é realmente poderoso e ameaça o Capitão América.

São as ótimas cenas de ação do filme que fazem você perceber o quanto Invernal é perigoso. É preciso uma junção entre o personagem-título, Viúva Negra e o carismático Falcão para dar conta dele – e das inúmeras ameaças que a trama constrói. O momento em que o vilão ataca em uma autoestrada é empolgante e a tensão aumenta inteligentemente em um embate mano a mano entre os inimigos para terminar em uma surpresinha. Veja e entenda. Vale dizer ainda que a trilha sonora tem bons momentos na mistura de cordas e batidas eletrônicas concebidas por Henry Jackman e sua equipe. Mais: apesar de ser altamente barulhento, Capitão América 2 tem uma edição de som muito boa e nítida.

O que é mais interessante ainda é a preocupação da produção de ter, pelo menos, um ponto de partida complexo. A trama envolve conspirações políticas, arranha a questão da liberdade adorada por americanos e como os acontecimentos de Os Vingadores levaram a ações drásticas. Não deixa de ser interessante a pergunta feita a certa altura: será que a paz e liberdade de 7 bilhões de pessoas não valem a morte de 20 milhões que poderiam ser ameaças? Ainda que não se aprofunde no debate, é claro o posicionamento humanista sobre tal questionamento no filme. E nada melhor que usar a figura de Robert Redford, o astro de Todos os Homens do Presidente, para agregar quase que instantaneamente a tensão política à produção.

Contando ainda com uma química excelente entre Chris Evas e Scarlett Johansson – muitos dos diálogos entre eles foram escritos pelos dois -, além de grande quantidade de referências a todo o universo Marvel no Cinema, Capitão América 2O Soldado Invernal só peca por introduzir coisa demais que nem sempre é usada com poderia – melhor exemplo: Emily VanCamp não faz nada de relevante. De qualquer maneira, aqui está um filme de ação de primeira, bem acabado e que desfaz a imagem bestinha do primeiro filme do personagem, que era caricata e de trama rasa.

Nota: 8

Capitão América 2 – O Soldado Invernal

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