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Crítica: 47 Ronins

47_Ronin_posterAssistir a 47 Ronins (47 Ronin, EUA, 2013) é se enrolar na frustração. Quem acreditou nos bons trailers do filme caiu, mais uma vez, no golpe das melhores cenas. Da mesma forma que o marketing usou cada uma das boas ideias visuais que o filme teve e as divulgou, por menores e sem relevância que elas sejam. Mas não basta ter propaganda pilantra, o longa-metragem em si é um amontoado de clichês e zero de empolgação.

O filme conta uma história tida como real no Japão feudal sobre os tais ronins (ex-samurais) do título, que vingaram a morte de mestre, vítima de uma conspiração, que no longa envolve feitiçaria e fantasia. Se fosse tratado como uma história realista poderia rende um ótimo drama, principalmente na figura discriminada de Keanu Reeves. Chamada de mestiço, ele foi criado por criaturas bizarras, mas conseguiu um lugar entre o grupo que vai se tornar ronin, mesmo passando maus bocados, como não poder ter a mulher que ama. Entretanto, a produção quis ter uma pegada fantasiosa, o que poderia render uma aventura de primeira. Poderia.

O caso é que mesmo ao incluir aqui e ali seres folclóricos ou simplesmente estranhos, 47 Ronins é um filme sem brilho e burocrático. Não empolga em suas cenas de ação e se baseia em uma grande quantidade de lugares-comuns. O protagonista de Keanu é caladão e sofre da mesma forma, só que sem um trabalho decente do astro. Ele simplesmente não atua e acha que isso mostra o isolamento interno do personagem. Quando as espadas saem da bainha não há nada que você não tenha visto antes. E pior: a produção tem uma necessidade absurda de limpar o sangue das cenas que se torna uma piada. Há decapitações, espadas enfiada no crânio e no dorso de animais, outros tantos golpes pelo corpo de oponentes, porém o máximo de sangue que aparece na tela é do dedão dos guerreiros que juram fidelidade à vingança e sujam um manuscrito. Aqui, feridas graves não sangram.

É bem verdade que a feiticeira vivida com muito gosto por Rinko Kikuchi tem visual fantástico – repare como luxo de suas roupas é um tanto desleixado e seus cabelos elaborados têm um toque de desgrenho. Tudo perdido em um roteiro furado, que dá poderes para Reeves – que poderiam ser usados para evitar a situação da morte de seu senhor feudal -, mas só aparecem no final da produção.

Nota: 4

47-Ronin-Keanu

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