Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (22 abr a 18 mai)

Paul posterPaul – O Alien Fugitivo* (Paul, 2011). De Greg Mottola

Road movies quase sempre rendem histórias bacanas e evitam o marasmo. Um bom roteiro, claro, é necessário e o ritmo das piadas dessa comédia escrita por Simon Pegg e Nick Frost, com direção de Greg Mottola, garantem o longa. A história lembra o fraquinho Meu Marciano Favorito, mas evita o bom mocismo da produção Disney e mistura o melhor da comédia inglesa da atualidade – a galera de Todo Mundo Quase Morto – com a turma hype da comédia americana – o pessoal de O Virgem de 40 Anos e outros. A trama gira em torno de dois nerds britânicos que vão até os Estados Unidos para a Comic Con, em San Diego, e outras rotas turísticas que envolvem OVNIs, aliens e afins. Nada mais adequado que o alienígena Paul cruze o caminhos de Pegg e Frost. A boa dublagem de Seth Rogen para o visitante de outro planeta, as inúmeras referências pop e o estilo de humor mais irônico que explícito dos ingleses caem como um luva ao filme divertidão que você pode assistir em casa e não teve a oportunidade de ver nos cinemas brasileiros. Perderam grana e nós, um bom programa à época. Aproveite agora. Nota: 8,5

The Shawshank Redemption posterUm Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994). De Frank Darabont

Esse não é só um filme surpreendente e, à sua forma, divertido. Um Sonho de Liberdade é delicado ainda que cruel, amoroso mesmo que sobre brutalidade. Mas acima de tudo, a produção é afetiva. Nas 2h20 da trama, é impossível não se apegar aos mocinhos não muito mocinhos que estão atrás das grades e muros da prisão de Shawshank, seja pela dúvida sobre suas culpas, seja pela humanidade que esses personagens atingem. A dupla Tim Robbins e Morgan Freeman é a principal deles, mas duvido que você não se emocione com a subtrama de Brooks, que simplesmente não se encaixa com a vida fora da prisão após décadas cumprindo pena. Isso e mais o final apoteótico, inteligente e filmado com esmero, terminado sob chuva e os braços abertos de Robbins – uma cena já clássica. O que chama mais atenção é que o longa foi reconhecido só depois de chegar às locadoras, o que abriu caminho para as sete indicações ao Oscar, inclusive a de melhor filme, ator e roteiro – perdeu todas. Dizem que o título original, The Shawshank Redemption, por ser ruim, foi o motivo desse pérola ter sido ignorada nas telonas. Não importa, entrou para história como bem merecia. Nota: 9

Mononoke-hime posterPrincesa Mononoke* (Mononoke-hime, 1997). De Hayao Miyazaki

Falar da beleza visual de um filme Miyazaki é chover no molhado, mas como simplesmente ignorar que até em sua violência Princesa Mononoke consegue ser belo? Vide a primeira cena em que uma criatura raivosa ataca uma aldeia e a direção do mago japonês da animação consegue estabelecer beleza, fúria e ritmo para fisgar a platéia em poucos minutos, com curiosidade e plástica. E volto a falar da violência da produção. Me chamou a atenção os vários membros cortados durante os 130 minutos do filme, os quais mostram que ainda que seja juvenil e dialogue até com crianças, Princesa Mononoke se trata de um longa adulto. Nada que mereça uma classificação etária para além dos adolescentes, mas até na complexidade da trama, com personagens nada unidimensionais (para todos há faces do bem e do mal, em diferentes níveis) e cheia de história a ser contada. Incomoda o desfecho em que muito dessa profundidade seja diluída para um final feliz, da mesma forma que o roteiro do próprio Miyazaki deixa claro que determinado personagem não pode ser morto com tiros, mas a certa altura uma bala dê conta de derrotá-lo. O que risca, mas não abala essa produção de primeira linha que, em sua estréia, conseguiu bater o gigante Titanic nas bilheterias japonesas. Nota: 8,5

*Filme assistido pela primeira vez

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