Go ahead, punk. Make my day.

Archive for Junho, 2014

Crítica: Malévola

MalévolaO tempo todo há algo de estranho em Malévola (Maleficent, EUA/Reino Unido, 2014). Começa pelo nome da protagonista que, de início, é boazinha e ainda assim tem a alcunha de malévola. Não dava para mudar? Enfim. A estranheza passa também pela falta de ritmo do longa e, no fim de tudo, na falta de graça do programa inteiro. Que é lindo visualmente, convenhamos, mas é beleza demais para uma história que brilha tanto quanto uma velinha acesa a céu aberto às 13h.

O filme é mais uma das revisões de contos de fadas que a Disney vem fazendo, como aconteceu com Enrolados, Alice no País das Maravilhas e com Encantada. Dessa vez é a vilã de A Bela Adormecida que ganha sua versão do conto clássico. Focado na vida da fada desde sua infância, descobrimos que tanta maldade vem de uma grande decepção da juventude e se trata, no fim das contas, de uma desforra. Novidades que abarcam, inclusive, a relação entre Malévola e a princesa Aurora.

Tudo contato com muito esmero em ambientes, caracterização e fotografia. Desde o reino de Moors e suas múltiplas cores ao reino humano, um tanto mais obscuro. Repare como a fotografia muda da luz à penumbra após a batalha pelo reino das criaturas mágicas. Perceba também a criatividade no visual das criaturas e, obviamente, como Angelina Jolie ganha os traços da personagem da animação de 1959 por meio de maquiagem e efeitos visuais.

É de ressaltar que o som do filme é poderoso e bem montado. Pena que as qualidades plenas do projeto parem aí. Nem a esperada boa interpretação de Angelina consegue atingir o patamar de qualquer expectativa. Perceba que há sim um show da atriz, mas em um único momento, no qual, já com a famosa roupa preta, ela lança sob a pequena Aurora a maldição do sono eterno. Instante em que Jolie esbanja ironia e maldade. O que vem antes e o que se passa depois é um misto de tristeza que não dá pena e vilania disfarçada de dor de cotovelo. E tome olhares com pálpebras semi-abertas.

Enquanto o roteiro de Linda Woolverton inclui dezenas de narrações em off explicativas, a trama, que segue o crescimento da princesa, começa a disparar piadinhas sem um pingo de graça entre a jovem, a protagonista e as três fadas que se responsabilizam pela criação da garota. É quando o ritmo cai na mais profunda chatice, já que não faz rir e se mostra como obrigação para que a certa altura você entenda melhor a proximidade da vilã em relação a Aurora.

Por falar na princesa, chega a cortar o coração ver uma atuação tão bonita quanto a de Elle Fanning (sorrisos e mais sorrisos iluminados) ser consumida por um personagem que não diz a que veio. Ponto para Sam Riley que tira da cartola o carisma necessário para o corvo Diaval. Imelda Staunton, na pele de uma das fadas, e Sharlto Copley, como Stefan, são mais desperdícos de talento.

Contando com uma pequena reviravolta no terceiro terço, Malévola a essa altura já cansou e entediou tanto a plateia que não há muito o que fazer. Terminada a projeção, melhor voltar ao clássico.

Nota: 5,5

Maleficent


Robert Downey Jr. na Copa!

Robert

A imagem rodou a internet já no início da Copa como uma divertida foto zoeira de apoio ao atacante da Seleção brasileira, Hulk. Mas nessa terça-feira (25) ganhou status de mensagem de herói.

O torcedor com a máscara do Homem de Ferro foi parar no perfil oficial de Robert Downey Jr. com os seguintes dizeres do astro: “Looks like I’ve been loving the World Cup!” (Parece que eu estou amando a Copa do Mundo!). Obviamente virou hit de compartilhamentos e curtidas – até o momento em que escrevi esse post a mensagem foi compartilhada mais 8,4 mil vezes e curtida por mais de 150,4 mil pessoas.

Eu já tinha dado risadas com a foto e voltei a abrir um sorrisão com o zoeira Downey Jr.


Pearl Jam canta ‘Lei it Go’

Let it go

Nunca fui fã de Pearl Jam e o que eles fizeram na Itália no última dia 20 não vai ajudar muito.

No meio de uma das únicas músicas dos caras que eu curto, “Daughter”, Eddie Vedder e companhia emendaram o refrão de “Let it Go”, música-tema da animação Frozen – Uma Aventura Congelante. Pareceu piada, mas eu acho que não. Enfim. O show aconteceu na cidade de Milão, no estádio San Siro.

No vídeo abaixo você assiste a partir do momento em que Vedder engata a canção Disney que ficou famosa nas vozes de Indina Menzel e Demi Lovato. Mas dá pra ver a apresentação completa de “Daughter” e também de “Jeremy”.

Prefiro minha sobrinha cantando


Crítica: Transcendence – A Revolução

transcendence-posterAssistir a Transcendence – A Revolução (Transcendence, Reino Unido/EUA/China, 2014) é uma experiência um tanto frustrante e um tanto surpreendente (negativa e positivamente). De início curioso e desfecho interessante, a produção tem um desenvolvimento altamente tortuoso. Motivo pelo qual chama atenção ter conseguido atrair um elenco de tamanho peso.

Iniciado com ritmo lento, mas nunca pedante, Transcendence mostra como o desenvolvimento tecnológico está próximo de atingir uma Inteligência Artificial superior, não só autoconsciente, mas que pode se desenvolver como nada visto anteriormente. Um atentado terrorista de uma organização que abomina esse tipo de avanço, porém, leva à morte dos melhores pesquisadores que desenvolvem daquelas tecnologias, inclusive a do personagem de Johnny Depp, Will Caster. A solução é simplesmente tentar transferir a consciência dele para um computador, o que pode ou não ser um bom negócio.

Apesar das inúmeras possibilidades apresentadas pelo longa, elas nunca encontram uma explicação à altura, seja ela verossímil ou não. Os porquês não existem, simplesmente. Veja o caso do uso intensivo da nanotecnologia. Ainda que o horizonte do artifício seja bem largo, é meio ingênuo representar as nanopartículas como uma nuvem que pode tudo, desde regenerar tecidos, como reconstruir painéis e até mesmo se transformar em meio de controle remoto de seres humanos (que ainda ganham superforça). E o que dizer da jogada de inserir um vírus de computador em um sistema como o PINN/Caster por meio de tecido sanguíneo? Tentar pelo menos explicar como um programa como o vírus será convertido em hemácias (ou algo do tipo) e depois reconvertido em dados, ninguém quer. Não vou nem comentar o monitoramento até de hormônios sem, aparentemente, haver qualquer dispositivo no corpo da pessoa em questão. Aceite, o filme diz.

Transcendence  Depp

É interessante ver tantas inconsistências em um filme que chega a citar a frase que diz que “o importante não é o destino, mas sim a jornada”, tida por muitos como a explicação da essência de 2001 – Uma Odisséia no Espaço, uma das ficções-científicas mais importantes do Cinema. Outra tangência com o filme de Stanley Kubrick é o fato da versão digital de Depp ter entonação mansa e sem sentimentos da mesma forma que HAL 9000, a inteligência artificial do filme de 1968.

E aí temos outro problema em Transcendence: a falta de atuações convincentes de gente do calibre de Morgan Freeman, Paul Bettany, Cillian Murphy e Rebecca Hall. O que só reflete a falta de profundidade dos personagens, que parecem apenas seguir o fluxo da história e atenderem ao interesse da mesma. Veja como Rebbeca, ainda que “cega” pela “volta” de seu marido, passa a refletir justamente quando um contra-atraque começa a ser arquitetado.

O que é uma pena, pois se o texto de Jack Paglen sabe fazer alguma coisa é trabalhar a trama e esconder intenções para brincar com quem é vilão ou mocinho até o final. Desfecho que não deixa de ser curioso ao criar um tipo de alerta sobre o desenvolvimento humano sobre o planeta sem alarde “ecochato” e ainda derrubar expectativas.

Nota: 6

TRANSCENDENCE-2


Crítica: A Culpa é das Estrelas

A Culpa é das Estrelas posterNão há motivo para condenar um filme por ele ser romântico ou ingenuamente bonito. Características presentes fortemente no grande romance da vez, A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars, EUA, 2014). Inspirador para românticos, bom programa para casais e um filme bacaninha para quem busca apenas aquecer o coração, ele sofre pela falta de ambição e por alguns clichês, mas sobra em carisma e proximidade.

O filme é basicamente a aproximação, cortejo e conquista entre os jovens Hazel e Gus, os bons Shailene Woodley e Ansel Elgort. Mas como é de praxe existir aquele elemento de conflito, aqui a história trata de algo um tanto sinistro: ambos passam por um tratamento de câncer, o que dá ao amor deles um toque de emergência e insegurança. Dela principalmente, que se define muito bem como uma granada que pode explodir a qualquer momento. O fato de Hazel carregar um balão de oxigênio o tempo inteiro dá uma boa ideia do quanto o câncer da moça é avançado e o que ela diz não deixa de ser uma verdade.

O que não importa ao apaixonado Gus, que desde o primeiro momento não tira o olho dela, literalmente – a cena de apresentação entre os personagens é pura doçura. Mas aí também começam os tropeços de A Culpa é das Estrelas. Primeiro que não há nesse mundo uma pessoa tão bem humorada e legal quanto Gus. Quer um exemplo? Para quem diz que quer deixar uma marca no mundo, entregar troféus de conquistas a um amigo para que este destrua em nome de sua raiva contida é um tanto contraditório. Mais: quando eles falam de virgindade, o rapaz inventa uma história de círculo dos virgens que é divertidamente irreal (e bestinha), afinal, não custa responder a uma pergunta sem ser a pessoa mais criativa desse mundo, basta ser natural e dizer algumas palavras. Fora que a história de manter um cigarro na boca como forma de “rir na cara do perigo” seria apenas ingênua se não fosse idiota – mesmo sem fumar ele compra maços e financia a tal indústria do tabaco que a própria Hazel questiona, mas depois esquece.

São problemas que, aos poucos, porém, se dissolvem em meio à dinâmica e a química entre os atores. Se de um lado Elgort tira leite de pedra com um personagem que beira a caricatura, a bonitinha Shailene volta a mostrar serviço depois de Os Descendentes, ao criar uma Hazel um tanto mimada, outro tanto sonhadora mesmo quando a doença não lhe dá trégua e bastante humana em seu medo de se apaixonar. O roteiro de Scott Neustadter e Michael H. Weber, baseado no livro de John Green, consegue captar uma ou outra intimidade do casal até que você se ache o melhor amigo dos dois – perceba como eles transformam um “O.K.” em motivo de choro.

Ainda que o texto seja repleto de falas em off, muitas completamente desnecessárias, o diretor Josh Boone consegue falar com recursos de imagem, como no momento em que mostra os personagens mais do que despidos, mas na naturalidade de Gus em deixar sua perna amputada à mostra depois de um momento especial para o casal. O filme vai além: perceba a sutileza do vestido da moça combinar com a cor da camisa dele no jantar, o que representa bem a proximidade e o amor inevitável dos jovens. Só não são compreensíveis as palmas vindas de desconhecidos no primeiro beijo dos dois – sem sentido e cafona. De qualquer forma é bem representativo que a mãe de Hazel, vivida por Laura Dern, deixe um banho para atender ao chamado da filha e passe toda a dedicação dela em uma única cena.

Choroso e previsível, o desfecho do filme, no entanto, não deixa de ser emocionante e não irrita, pois, além de garantir um tipo de “happy end”, deixa o sofrimento suspenso no ar e não poupa minutos de demonstrações de amor (não doce demais) e tristeza até lá.

Nota: 7,5

P.S. Que seja desculpada minha ignorância, mas o que são os malditos Gênios?!?

A Fault In Our Stars


Jason Momoa será Aquaman e eu ri

Acordo e dou de cara com a notícia que você leu aí no título do post. Jason Momoa, aquele novo Conan, será Aquaman em Batman V. Superman – filme que já tem um trilhão de outros heróis. Pelo menos é o que garante o Hitflix.

Instantaneamente volta à mente uma zoeira sobre a eterna guerra entre Marvel e DC Comics. Quem poderia prever isso, hein?

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Pablo Francisco e o cara do trailer

Pablo Francisco

O comediante Pablo Francisco tem uma performance muito boa sobre narradores de trailers que abusam das vozes impactantes nas prévias. Como seria a vida desses caras com a esposa (inclui sexo), com os filhos e, no meio do caminho, como seriam as participações de Arnold Schwarzenegger e Keanu Reeves em um dos trabalhos?

Ele mostra.

Eu ri. Muito.

Sua Vez.

Coming Soon!