Go ahead, punk. Make my day.

Archive for Julho, 2014

Por falar em gif, é a vez de Os Vingadores 2

Os Vingadores 2 - A Era de Ultron

O pôster original é esse aqui de cima, mas no tumblr ABVH as coisas ganharam um bocado de tempero. Os artistas pegaram o cartaz de Os Vingadores 2  – A Era de Ultron e criaram um gif bacanudo, que poderia ter entrado nos post anterior que publiquei aqui no Blog Cinefilia. Só que o descobri apenas hoje. Sem problemas, fica o registro.

Na imagem animada, Mercúrio, Homem-de-Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra, Feiticeira Escarlate e Gavião Arqueiro sentam a mão nos inimigos com uma montagem simples, mas muito interessante, que mostra a ação em conjunto dos heróis a partir da imagem original.

Faltou um elemento ou outro do pôster gigante da Marvel, mas não dá pra reclamar mesmo! Veja:

Os Vingadores 2 - A Era de Ultron gif

 


Posteridade – gifs

alien gif

Os cartazes em gif não são novidade, lá em 2010, por exemplo, Jogos Mortais – O Final lançou um pôster interessante para promover o 3D do longa (clique aqui para ver). Mas é possível perceber uma boa evolução nas ideias e na criação de imagens por parte dos fãs. Algumas são fantásticas. Como é possível ver na imagem que abre esse post: uma sensacional imagem em loop da Tenente Ripley em Alien – O 8º Passageiro.

Mas fuçando na internet achei outros bons exemplos de como esses gifs podem render cartazes bonitos. Na galeria abaixo você pode vê-los. Dos mais elegantes, como Skyfall e Drive aos mais inusitados, tipo Os Pássaros e O Iluminado.

Se você mesmo fizer uma pesquisa pela web poderá encontrar mais algumas dezenas deles por conta própria. Aqui separei os que achei mais interessantes.

E esse é o Posteridade múltiplo da vez.

 


Resumo (21 a 27 jul)

PriestPadre* (Priest, 2011). De Scott Stewart

Chega a ser embaraçoso falar desse filme que não se decide entre terror, ação ou produção pós-apocalítica. Mas o maior problema é o quanto Padre é raso e simplório. Falta drama, falta inspiração visual, falta vigor, falta uma única ceninha de ação empolgante. A sensação é que a adaptação da graphic novel de Min-Woo Hyung foi feita às pressas, com as primeiras ideias que surgiam sendo colocadas no roteiro – conste que não conheço o material original. Pior: parece que há medo de ousar e sobra vontade de nivelar tudo por baixo para que a plateia não tenha que pensar muito e se entretenha com visual e ação. Poderia ter rendido uma bela história sobre os tais Padres, criados para deter os Vampiros e depois enterrados no esquecimento para que não se tonassem a classe dominante – subjugando a própria Igreja. Poderia render uma discussão sobre como a religião se tornou uma ditadura. Poderia render um novo O Livro de Eli, com ação paras as multidões e uma sutil crítica sobre o poder da Palavra. Não. Rendeu um filme que vai em frente em sua trama e pronto. Nota: 4

Metallica-through-the-never-posterMetallicA Through the Never* (Idem, 2013). De Nimród Antal

Fazendo parte daquela categoria filme-concerto, esse veículo para levar o MetallicA para os cinemas é um ótimo programa para fãs, já que como Cinema é uma tanto bestinha. Como particpante do nicho ao qual o longa se destina, curti bastante o uso das músicas da banda em conjunto com a “trama” que foi criada em paralelo à apresentação do grupo. A palavra “trama” entre aspas não é piada, já que em meio a um show somos apresentados ao personagem de Dane DeHaan (você o viu em O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro), um roadie do MetallicA que é incumbido de encontrar um caminhão da banda sem gasolina e trazer uma coisa que está lá para os caras. A história é rasa e ainda que o diretor Nimród Antal esteja inspirado em uma imagem ou outra (uma briga com o corpo em chamas e uma cidade vindo abaixo com uma marreta), o que chama atenção mesmo são momentos em que a trilha combina com a tal trama, a exemplo de “Battery” e “Wherever I May Roam”. Pena que em um filme cuja figura tão marcante se locomova em um cavalo não tenham pensado em usar “The Four Horsemen” (palavra de fã). Nota: 7

*Filme assistido pela primeira vez


Esse post não é sobre a Mulher Maravilha

Depois de visual do Batman de Ben Affleck, todo mundo pôde conhecer como ficou a bela Gal Gadot nos trajes de Mulher Maravilha pelo perfil do Twitter de Zack Snyder (de novo). Eis a amazona:

Gostei bastante e evitou o que mais temia: uma mulher de corpo estilo Gracyanne Barbosa. Ainda que essa roupinha sirva mais para a marmanjada dar aquela manjada no corpo de Gal do que para combate. Enfim.

Mas como eu disse no título desse post, ele não é sobre a Mulher Maravilha. Mesmo que Gal Gadot tenha ficado gatinha, ainda precisa de muita adaptação de HQ para chegar perto de Scarlett Johansson e sua Viúva Negra no quesito beleza. O que nos leva ao objetivo dessa postagem: o gif abaixo.

Bom sábado.

Scarlett - Viúva Negra


Os Trapalhões entrevistam Bud Spencer e Terence Hill

Eu, Você, Ele e os Outros

Caramba, a gente sabe que no YouTube há muita coisa bacana e quase esquecida. Mas de vez em quando esbarramos nelas. Como essa entrevista que Os Trapalhões fizeram com a famosa dupla de faroestes cômicos Bud Spencer e Terence Hill.

Para quem não sabe, Renato Aragão, o Didi, produziu o filme Eu, Você, Ele e os Outros, em 1984, para os dois. Muito populares no Brasil, eles foram até o programa d’Os Trapalhões para a divulgação do longa e tiveram um papo surpreendentemente divertido com a turma. Primeiro porque Spencer fala português perfeitamente – ele morou em Recife (PE) na década de 1940. Depois porque eles armam um final divertidíssimo para a entrevista.

Fora a nostalgia que a junção da dupla italiana (sim, eles são italianos) com a trupe brasileira pode trazer para quem tem 30 anos ou mais.


Resumo (14 a 20 jul)

Frances HaFrances Ha* (Idem, 2012). De Noah Baumbach

Depois de ler muita, mas muita crítica boa para o filme de Noah Baumbach lá fui eu assisti-lo e o veredito, no fim das contas, é um tanto distante dos que vi por aí. Sim, aqui temos um filme de qualidade, mas não, eu não o achei isso tudo. Para mim, a maior dificuldade em apreciar Frances Ha foi a falta de identificação com a personagem-título no início do filme. Ao meu ver, o roteiro de Baumbach e Greta Gerwig (que protagoniza o longa) te pega desprevenido e inicia o projeto a mil por hora. Sem que você tenha tempo de se identificar com a garota nos primeiros minutos, ela termina um relacionamento por causa da amiga, dança em uma companhia e fala sobre um milhão de coisas até que eu conseguisse subir no bonde. O essencial aqui é o relacionamento de Frances com Sophie, sua melhor amiga, vivida por Mickey Sumner. É a separação de casas das duas que catalisa todos os acontecimentos e as mancadas do protagonista. E tome novos personagens surgindo em cena sem muita apresentação. É preciso estar bem atento. Fiquei até espantado com a rapidez dos cortes da montadora Jennifer Lame para um filme independente, além dos saltos de um lado pro outro que a trama dá. Mas fui em frente e, aos poucos, me habituei à maluquete Frances, que convenhamos, faz tanta besteira por tão pouca coisa que a certa altura comecei a questionar o Q.I. da moça – ela, pobre, vai morar em um apartamento de amigos com recursos, dispensa um emprego por insegurança e usa um cartão de crédito para passar dois dias em Paris quando não tem um caraminguá no bolso. Tudo bem, as coisas sem justificam pela personalidade excêntrica da jovem e você pode até rir, mas não deixou de me irritar em alguns instantes. Só que o que vemos na tela é uma atuação brilhante de Greta Gerwig e esse sim era um elemento que merecia todo os destaque que a produção teve. Nota: 7,5

Invocação do MalInvocação do Mal (The Conjuring, 2013). De James Wan

É aquela história: é tentando que se consegue. Nunca fui fã de James Wan, que tem uma carreira como diretor baseada no terror. Tirando o razoável Jogos Mortais, a meu ver, o cineasta nunca conseguiu se sair bem em um filme tenso ou de horror puro, seja no pouco original Sentença de Morte ou nas besteiras Sobrenatural e Sobrenatural – Capítulo 2. Mas eis que o cara me lança um dos melhores terrores recentes. O mais interessante é que Invocação do Mal consegue um resultado tão bom apostando em algo em que muitos erram feio: o som. Ao invés de trabalhar acordes da trilha sonora com volume no máximo, o cineasta investe em Joe Dzuban, o desenhista de som da produção, que elabora situações nas quais o som alto é altamente orgânico, como em um grito ou um efeito sonoro no momento exato para que a plateia se assuste – e tenha a certeza de que esses momentos não são poucos. Ponto também para o montador Kirk M. Morri, de precisão cirúrgica. Claro que a boa trama e uma grande quantidade de elementos de filme terror bem amarrados (maldições, exorcismos, demônios, crianças medonhas e até pés puxados na cama) fazem o sucesso do projeto. Dizem que é baseado em uma história real. Nem precisava para causar medo. Nota: 8,5

Moulin RougeMoulin Rouge! – Amor em Vermelho (Moulin Rouge!, 2001). De Baz Luhrmann

O filme que deu voz aos musicais modernos – Chicago deve seu Oscar a Luhrmann – foi definido certa vez como a junção do movimento Pop com a Belle Époque. Uma justa definição para um filme pensando nos detalhes, com visual embriagante e ousado por misturar um milhão de coisas e ainda se sair original, ainda que tenha uma trama romântica demais. Houve algumas crítica à época de seu lançamento relativas à histeria do ritmo imprimido aqui. Pura besteira, já que o filme é, em última análise, a visão de um jovem que conhece a vida boêmia e efervescente do fim do século XIX na então capital mais badalada de todas: Paris. O negócio é relaxar e curtir a história que incluiu, pelo menos, três musicais geniais (“El Tango De Roxanne”, “Elephant Love Medley” e “Your Song”) e outros tantos de qualidade acima da média. O mais interessante aqui é a junção de dezenas de músicas consagradas (de Nirvana a Madonna) para a crianção da trilha cantada pelos personagens. E Nicole Kidman se transforma na Marilyn Monroe de nossos tempo, enquanto Ewan McGregor poderia largar as telas e investir nos palcos. Muita gente boa junta. Nota: 9,5

*Filme assistido pela primeira vez


Ela e a testa de Joaquin Phoenix

Phoenix e a testa

Eu realmente gostei do filme Ela. Sensível, bem feito, inteligente e tem a voz da Scarlett Johansson!

Mas aí a gente vê o tipo de vídeo abaixo e nunca mais o filme emocionante será o mesmo. Assim como eu, você vai rir todas as vezes que rever essa cena. E tenho certeza que não era essa a vontade do diretor Spike Jonze para o momento. Enfim.

Assista e entenda.

 

Dica do amigo Douglas D’Andrade.