Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (21 a 27 jul)

PriestPadre* (Priest, 2011). De Scott Stewart

Chega a ser embaraçoso falar desse filme que não se decide entre terror, ação ou produção pós-apocalítica. Mas o maior problema é o quanto Padre é raso e simplório. Falta drama, falta inspiração visual, falta vigor, falta uma única ceninha de ação empolgante. A sensação é que a adaptação da graphic novel de Min-Woo Hyung foi feita às pressas, com as primeiras ideias que surgiam sendo colocadas no roteiro – conste que não conheço o material original. Pior: parece que há medo de ousar e sobra vontade de nivelar tudo por baixo para que a plateia não tenha que pensar muito e se entretenha com visual e ação. Poderia ter rendido uma bela história sobre os tais Padres, criados para deter os Vampiros e depois enterrados no esquecimento para que não se tonassem a classe dominante – subjugando a própria Igreja. Poderia render uma discussão sobre como a religião se tornou uma ditadura. Poderia render um novo O Livro de Eli, com ação paras as multidões e uma sutil crítica sobre o poder da Palavra. Não. Rendeu um filme que vai em frente em sua trama e pronto. Nota: 4

Metallica-through-the-never-posterMetallicA Through the Never* (Idem, 2013). De Nimród Antal

Fazendo parte daquela categoria filme-concerto, esse veículo para levar o MetallicA para os cinemas é um ótimo programa para fãs, já que como Cinema é uma tanto bestinha. Como particpante do nicho ao qual o longa se destina, curti bastante o uso das músicas da banda em conjunto com a “trama” que foi criada em paralelo à apresentação do grupo. A palavra “trama” entre aspas não é piada, já que em meio a um show somos apresentados ao personagem de Dane DeHaan (você o viu em O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro), um roadie do MetallicA que é incumbido de encontrar um caminhão da banda sem gasolina e trazer uma coisa que está lá para os caras. A história é rasa e ainda que o diretor Nimród Antal esteja inspirado em uma imagem ou outra (uma briga com o corpo em chamas e uma cidade vindo abaixo com uma marreta), o que chama atenção mesmo são momentos em que a trilha combina com a tal trama, a exemplo de “Battery” e “Wherever I May Roam”. Pena que em um filme cuja figura tão marcante se locomova em um cavalo não tenham pensado em usar “The Four Horsemen” (palavra de fã). Nota: 7

*Filme assistido pela primeira vez

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s