Go ahead, punk. Make my day.

Robin Williams morreu

Robin Williams

Pensei muito antes de escrever esse texto, uma vez que a morte de Robin Williams foi algo que me afetou mais do que poderia imaginar. Mas uma coisa não me saía da cabeça. Explico.

Essa existência é mesmo irônica. E triste. Não basta perdermos um dos maiores talentos do Cinema de todos os tempos, é preciso que ela repita algo triste que um dos maiores trabalhos desse Ator (sim, com letra maiúscula) havia mostrado: o suicídio.

Sociedade dos Poetas Mortos é um daqueles filmes inesquecíveis que marcam uma geração com seus questionamentos e reflexões sobre padrões de uma época. É o que faz o professor John Keating, vivido por Williams, que incentiva seus alunos a serem mais do que a escola e o final da década de 1950 exigem deles como seres humanos. Se por um lado aquilo se torna uma janela mais ampla para os olhos dos alunos, há a pressão social contra eles. O suicídio de um desses jovens mostra o peso sobre eles.

Pois Robin Williams, encontrado morto nessa segunda-feira, aparentemente sucumbiu ao peso de sua depressão. Ele teria se enforcado aos 63 anos. Não o julgo, não acho justo que se faça isso. Mas, obviamente, preferia que o talento do artista estivesse conosco. As lições de Sociedade dos Poetas Mortos podem não ter servido para o veterano ator, mas gostaria que ele pudesse aproveitar mais o dia, pois assim nós mesmos seríamos premiados como plateia. A vontade é subir em uma carteira velha e gritar “Ó capitão, meu capitão!” e evitar que Williams saia pela porta, expulso da vida como seu personagem de outrora. Não dá mais. Ele quis de outra forma.

O gênio de Aladdin está livre, como a Academia o homenageou. Da mesma maneira que Peter Pan voou para encontrar os garotos perdidos. Da mesma maneira que Alan Parrish voltou para sua casa ao fim da partida de Jumanji. Mas até que isso acontecesse, Robin foi um dos Sean Maguire que mostraram um bom caminho por entre o tortuoso mundo do Cinema, exatamente como fez a Will Hunting. Aliás, ele sim era um Gênio Indomável, mas que sempre teve um pé no mundo real, ainda que colorido. Do mesmo jeito que Mrs. Doubtfire acaba descobrindo que é apenas uma babá-personagem em um mundo onde as separações são inevitáveis.

É nessa hora que queríamos que Robin Williams fosse bicentenário e sua história não fosse de fim triste como a existência dos poucos anti-heróis vividos por ele. Pena que a solidão experimentada por Robin tenha sido tão grande quanto a Seymour Parish.

Gênio - Aladdin

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