Go ahead, punk. Make my day.

Clipando

Clipando – Gus Van Sant

gus van sant

Não basta ser a melhor música do bacanudo Red Hot Chili Peppers, a canção “Under The Bridge” tem o clipe dirigido por Gus Van Sant, diretor famoso por filmaços como Gênio Indomável e Milk. O vídeo faz 22 anos hoje.

Na época em que gravou o clipe para a banda, o cineasta havia estourado no mundo cinematográfico com os polêmicos Drugstore Cowboy – sobre um viciado em drogas – e Garotos de Programa – o título diz tudo. Os filmes tinham apelo junto ao público jovem pelos temas abordados e pelo elenco que incluía Matt Dillon, River Phoenix e Keanu Reeves. Não seria difícil chegar à direção de um vídeo para uma banda ultrapopular.

A curiosidade é que Flea, o baixista do Red Hot, fez uma participação em Garotos de Programa, que é de 1991. O que dá uma pista da ligação entre Van Sant e o grupo.

Então, em seu aniversário, “Under The Bridge” é o Clipando de hoje.

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Clipando – Heitor Dhalia

Dhalia

A música “Moon”, de  Thiago Pethit, diz em seu refrão: “It might be soon, my heart changes with the moon” (Pode ser em breve, meu coração muda com a lua). Ainda que esse seja o único trecho em inglês, ele resume a instabilidade que a canção passa como um todo.

Da mesma forma, o diretor Heitor Dhalia fez um clipe baseado na volubilidade de um protagonista que tem sérios problemas amorosos. Sem dó alguma de mostrar cenas de sexo hetero e homossexual (e até grupal), o vídeo do cineasta de O Cheiro do Ralo e Serra Pelada tem uma bela fotografia em P&B e ritmo constante.

Um belo trabalho que, se não me engano, é o único dele no campo dos clipes. O roteiro foi escrito pelo próprio cantor, Pethit, junto de Vera Egito e é considerado por Dhalia um verdadeiro curta-metragem – como ele mesmo disse em algumas entrevistas.

“Moon” é Clipando da vez.


Clipando – Drew Barrymore

Drew-Barrymore

A ligação de Drew Barrymore com a música sempre foi forte (chegou a namorar o vocalista do Black Crowes) e repare como ela é sempre a mais rocker em As Panteras. Mas Drew foi além e pôs a mão na massa para o grupo indie Best Coast, há dois anos.

O clipe dirigido por ela tem aquele tom estiloso que faz parte do estilo, dos figurinos à ambientação underground de passarela. E mais: tem a belinha Chloe Moretz como protagonista e a participação de Miranda Cosgrove.

A historinha do filme envolve um Romeu & Julieta entre duas gangues que se separam pelo dia e pela noite. O final inesperado e dramático fecha bem o vídeo sem o tom açucarado que o permeia.

Então, o Clipando da vez traz “Our Deal” pelo olhar de Barrymore.

 


Clipando – Spike Jonze

SpikeJonze1S

Na versão para TV, o clipe a seguir começa com uma criança empunhando um machado avisando que nem os pequenos nem os animais foram feridos no vídeo, uma vez que ele é um profissional. Em tempos de politicamente correto até mesmo um cachorro falso e feridas trash podem causar repulsa e reações exageradas. Spike Jonze, então, foi precavido.

Menos mal, pois não deixou de fazer um clipe que explora um tipo de caos promovido por crianças, no qual destroem tudo ao seu redor, se cortam e atacam uns aos outros. Não deixa de ser divertido. A fotografia envelhecida também é positiva e serve ao clima de terror kitsch e também à busca de estilo do diretor.

E no fim das contas parece um ensaio de Jonze e de Karen O para a bela trilha do ótimo Onde Vivem os Monstros, de 2009, que tem a vocalista soltando a voz ao lado de crianças.

Assim sendo, o Clipando traz Yeah Yeah Yeahs ao som de “Y Control”, sob a direção de Spike Jonze.


Clipando – Breno Silveira

Silveira

Se O Artista ganhou o Oscar se fazendo de filme mudo em pleno século 21, o diretor brasileiro Breno Silveira se adiantou em 13 anos à trupe de Michel Hazanavicius. Em 1998, o cineasta responsável por Dois Filhos de Francisco e Gonzaga – De Pai para Filho esteve à frente do ótimo clipe de “Ela Disse Adeus”, dos Paralamas do Sucesso.

Usando a estética do Cinema do início do século passado, ele conta a sombria (e quase cômica) história de uma mulher (Fernanda Torres) que passa o diabo com três pretendentes – os paralâmicos Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone. Mas que busca vingança rapidamente. Além da fotografia em P&B, o filme é ágil e ainda imita bem a baixa taxa de quadros para criar o efeito principal da idade da filmagem, por meio oscilação de luz.

Bem humorado e dark em alguns momentos, o clipe antecipa até mesmo o de “Otherside”, do Red Hot Chili Peppers, de 1999, que tem uma pegada mais expressionista.

Então, taê o Clipando da vez.


Clipando – Gaspar Noé

Noé

De uma simplicidade intrigante, mas obscuramente plástico, o clipe de “We No Who U R“, a nova de Nick cave & The Bad Seeds, ganhou o estranho toque de Gaspar Noé na direção. Para quem não sabe, o cineasta por trás do pesado Irreversível e que, mais recentemente, apresentou ao mundo Enter The Void.

Seguindo as sempre citadas árvores na letra do autor de “O Children“, Noé propõe uma caminhada noturna por uma floresta num grande plano subjetivo nos mais de 4 minutos do clipe. Ele parece seguir a própria sombra, que está um tanto deslocada do ambiente propositalmente.

Como era de se esperar do cineasta, nada muito convencional dentro uma música melancolicamente bela.

Temos aí o Clipando da vez, mas esse não é o único vídeo do diretor para uma música lançado recentemente. Em janeiro ele esteve à frente do clipe de “Applesauce“, da banda Animal Collective – o qual tem a pegada colorida de Enter The Void.


Clipando – James Franco

James Franco se mostrou bom ator e um cara com bons projetos (127 Horas) aliados a blockbusters (Planeta dos Macacos – A Origem) – e algumas besteiras, claro (Tristão & Isolda). Mas se engana quem pensa que o cara fica apenas na frente das câmeras, ele tem uma série de projetos como diretor, produtor ou roteirista – a maior parte curtas.

Um desses trabalhos foi em parceria com o grupo R.E.M. e o resultado foi mostrado nessa semana. O clipe da música “Blue” é feito de imagens urbanas desconexas e captadas, na maior parte, com câmeras de mão, digitais e em Super 8. As cores lavadas dão um tom “muderninho” e até o próprio Franco aparece em alguns momentos.

Não é exatamente o melhor vídeo do mundo, mas segue o tom estranho da música de Michael Stipe e companhia. E este é o Clipando da vez – e o segundo da banda por aqui.