Go ahead, punk. Make my day.

Trilha

Trilha – Iron Maiden

Phenomena

Engraçado é que perceber que as músicas do Iron Maiden não estão presentes em muitas trilhas sonoras de filmes, ainda que o grupo seja um dos mais populares do mundo. Mas como nessa sexta-feira (20) estarei cara a cara no show dos caras em São Paulo, me empolguei e proponho um Trilha com uma das poucas cenas que usam as pancadas da banda como acompanhamento.

Poderia ter escolhido a bela abertura do documentário Metal – A Headbanger’s Journey, na qual se ouve “The Number of the Beast”. Mas preferi algo um tanto mais bizarro e nobre, afinal, falaremos de um filme de Dario Argento. Phenomena, de 1985, traz a gracinha Jennifer Connelly como protagonista em uma história sobre assassinatos e poderes de comunicação com insetos (eu disse que era bizarro).

Na cena em que o Maiden quebra tudo, claro, há uma morte e convenientemente a música “Flash of the Blade” emoldura a correria, com uma lâmina em cena. A canção casa muito bem nos primeiros momentos da cena, mas depois dá lugar à trilha sonora do Goblin, como de costume nos filmes de Argento.

Agora me dê licença que estou indo ver o Iron ao vivo.


Trilha – Especial Dia do Rock – Jack Black

School-Of-Rock

É uma escolha de filme um tanto óbvia para o Dia do Rock, mas a cena não é exatamente a aquela que você poderia esperar. Quer dizer, é sim. Entenda: em determinado momento de Escola de Rock, Jack Black resolve mostrar a seus alunos como deveria ser um show – de acordo com suas concepções, claro. A quantidade de clichês que vêm por aí fazem rir, mas mostram a paixão incondicional do personagem pelo Rock e sua banda – da qual foi demitido, diga-se de passagem.

Black cria todos os detalhes da apresentação, da iluminação ao gelo seco, de cada um dos instrumentos e até da coreografia das backing vocals. Com um detalhe: ele faz tudo sem guitarra, bateria ou baixo algum em cena – muito menos spots de luz. Ele está em uma sala de aula e a molecada que tem o primeiro contato  com o que seria a tal apresentação de Rock até elogia no final.

A cena de pouco mais de 2 minutos é toda de Jack Black, com uma pequena ajuda do movimento de câmera do diretor Richard Linklater que abre mais e mais o quadro e dá a real ideia do crescendo elaborado pelo ator. Eu disse que ele ainda improvisa uma letra sobre o aluguel de um apartamento? Pois é.

Feliz Dia do Rock.


Trilha – Juno

juno-bleeker

Assim como a foto acima tem algo de torto em seu romantismo, a personagem-título de Juno não se enquadra muito bem no perfil de garota romântica: boca suja, irônica e não sabe o que fazer com o filho que espera. Ela sabe quem é o pai, mas, inicialmente, não quer ficar com ele. O que não quer dizer que ao longo da trama ambos descubram que nasceram um para o outro.

Foi com a história da adolescente grávida que a roteirista Diablo Cody surgiu para o mundo do Cinema. Criou uma personagem cuja beleza deve ser buscada nos pouco mais de 90 minutos de Juno. Na pele de Ellen Page, a moça ganhou vida  e um monte de fãs pelo mundo. Nas mãos do diretor Jason Reitman, a produção de tornou um sucesso oscarizado cheio de músicas indie.

Uma delas, “Anyone Else But You”, gravada em 2001 pelo The Moldy Peaches, se destacou e ganhou uma bela cena que fecha o longa-metragem na boa interpretação de Page e seu par, Michael Cera. Sua letra bonita e engraçadinha (“Here is the church and here is the steeple// We sure are cute for two ugly people”) combina exatamente com o jovem casal que move o filme e conquistou um monte de gente pelo mundo.

Então, nesse Dia dos Namorados, nada melhor curtir de novo a cena que fecha o filme de 2007 com aquele sentimento de que acabamos de ver um filme altamente doce, mas com um toque de limão.

 


Trilha – O Último Concerto de Rock (The Last Waltz)

The-Last-Waltz

Tenho ouvido muito The Band, a galera que protagoniza um dos melhores documentários musicais já feitos, O Último Concerto de Rock ou The Last Waltz. Dirigido por Martin Scorsese, o filme segue os últimos passos da turma canadense composta por Robbie Robertson, Rick Danko, Levon Helm, Richard Manuel e Garth Hudson em um grande concerto antes de se separarem em 1976 – e voltarem em 1983.

O pessoal que já acompanhou Bob Dylan e seguiu seu caminho apenas como “A Banda”, bate um papo com o cineasta e conosco em meio  um grande concerto com muitos convidados – de Eric Clapton a Muddy Waters, passando por Joni Mitchell, Ringo Starr e, claro, Dylan – e fala de sua história. Ainda em tempo, Scorsese cria números musicais a partir de músicas existentes e chama mais gente de gabarito. Pessoas como o The Staple Singer, especialistas em gospel e soul. E é exatamente esse número que separei para o Trilha da vez, “The Weight”.

A música foi regravada e a apresentação finalizada com poucos cortes, usando grandes takes e muitos travellings e zooms dentro duma fotografia elegantemente avermelhada. Da introdução com a guitarra de Robertson à voz dos convidados que ofuscam os anfitriões, a cena é um primor para aquela que considero a melhor canção mostrada em todo O Último Concerto de Rock.

Apresento-lhes…


Trilha – Halloween

Nem todos sabem, mas o diretor John Carpenter também é compositor e foi responsável pelos temas de clássicos próprios como Fuga de Nova York e Eles Vivem. Só que nenhuma de suas composições é tão famosa quanto a de seu maior legado, o terror Halloween.

Para não deixar o 31 de outubro passar em branco, o Trilha vai com um dos temas mais famosos do Cinema: o piano e teclado macabros que embalam Michael Myers desde 1978.


Trilha – Emmanuelle

Pelo menos três gerações foram sexualmente educadas por ela na fase pré-internet. Mas hoje, Sylvia Kristel, a eterna Emmanuelle, nos deixou. Aos 60 anos, a atriz holandesa que fez seu nome nos filmes franceses sucumbiu a um câncer de garganta.

As cenas memoráveis, tenho certeza que os senhores têm guardadas na memória e não vou relembrá-las aqui, afinal este é um blog de família (primeiro a mãe, depois a filha) e Sylvia já recebeu muitas homenagens em vida.

Só que é irresistível, preciso deixar claro meu luto nesse 18 de outubro, mesmo que de maneira comportada. Por isso separei a abertura do longa original, de 1974, ao som do tema que leva o nome da paixão carnal que muitos marmanjos tiveram quando jovens.

De Pierre Bachelet e Merve Roy, “Emmanuelle” para o Trilha.

Oremos.


Trilha – Quanto Mais Idiota Melhor

Se estivesse vivo, Freddie Mercury, ex-vocalista do Queen, teria completado 66 anos na última semana (5). Com tantas trilhas sonoras embaladas por sucessos do grupo inglês liderado pelo cantor natural de Zanzibar, não poderia deixar a data passar em branco. A escolha da cena parece óbvia (e é), mas lembrar de um dos longas mais engraçados sobre Rock de todos os tempos não é clichê, principalmente se levarmos em conta que a cena em questão se tornou clássica e só aumentou o culto a uma das melhores músicas do Queen.

Abaixo você curte o Wayne de Mike Meyers, no divertido Quanto Mais Idiota Melhor, de 1992, batendo cabeça com o melhor amigo Garth (Dana Carvey) ao som de “Bohemian Rhapsody”, um verdadeiro hino rockeiro.

E esse é o Trilha mercuryano da vez.