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Posteridade – gifs

alien gif

Os cartazes em gif não são novidade, lá em 2010, por exemplo, Jogos Mortais – O Final lançou um pôster interessante para promover o 3D do longa (clique aqui para ver). Mas é possível perceber uma boa evolução nas ideias e na criação de imagens por parte dos fãs. Algumas são fantásticas. Como é possível ver na imagem que abre esse post: uma sensacional imagem em loop da Tenente Ripley em Alien – O 8º Passageiro.

Mas fuçando na internet achei outros bons exemplos de como esses gifs podem render cartazes bonitos. Na galeria abaixo você pode vê-los. Dos mais elegantes, como Skyfall e Drive aos mais inusitados, tipo Os Pássaros e O Iluminado.

Se você mesmo fizer uma pesquisa pela web poderá encontrar mais algumas dezenas deles por conta própria. Aqui separei os que achei mais interessantes.

E esse é o Posteridade múltiplo da vez.

 

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Elenco de Alien de volta

O elenco de Alien

Tudo bem que é apenas um extra para os mais afoitos pelo novo jogo da marca, mas Alien – Isolation traz um grande  incentivo para quem quer comprá-lo na pré-venda: duas missões que trazem o elenco do filme original, de 1979, dublando os personagens. Ou seja, desde que Ridley Scott criou um mundo meio ficção-científica meio terror, será a primeira vez que Sigourney Weaver (Ellen Ripley), Tom Skerritt (Dallas), Veronica Cartwright (Lambert), Harry Dean Stanton (Brett), Yaphet Kotto (Parker) e Ian Holm (Ash) voltarão a atuar juntos nesse mesmo universo.

Eu diria que já que a galera se reuniu, que tal seria gastar mais uma graninha para que todo o jogo fosse com o elenco? De qualquer forma é curioso. Eu queria dar uma olhada. Abaixo há o teaser do game.

Ele será lançada para Xbox One, PS4, PC, Xbox 360 e PS3 em outubro.


Resumo (24 a 30 mar)

The Thing posterO Enigma de Outro Mundo* (The Thing, 1982). De John Carpenter

Não bastam trabalhos de maquiagem e efeitos especiais fantásticos, essa versão da história “Who Goes There?” – já adaptada em 1951, em O Monstro do Ártico – tem boa tensão e ritmo intenso. O roteiro de Bill Lancaster te deixa na mesma posição que os personagens e revela mais e mais coisas sobre a criatura que aterroriza uma estação de pesquisa na Antártida aos poucos, conforme os próprios sofrem e combatem a tal coisa do título original. O início chega a incomodar ao mostrar alguns homens voando com um helicópetro e atirando em um cachorro pelo gelo do extremo sul do planeta. Os minutos gastos na sequência causam  a mesma estranheza à equipe liderada por Kurt Russell. O bacana do filme é que a excelente mão de uma equipe de maquiadores e de efeitos visuais com mais ou menos 50 pessoas cria bizarras criaturas que crescem a partir da assimilação dos corpos de pessoas e animais. O filme que tem cara de um Alien gelado consegue ir além desse tipo de rótulo com muita personalidade a ainda fecha a narrativa com um final aberto irônico e exaustivo. O únco grande problema aqui é a dificuldade de acompanhar a passagem do tempo que, aparentemente, é de meses ou semanas, mas parecem mais alguns poucos dias. Nota: 8,5

Nueve Reinas posterNove Rainhas* (Nueve Reinas, 2000). De Fabián Bielinsky

Essa história de golpes e trapaças argentina fez tanto sucesso que ganhou refilmagem nos Estados Unidos. Bobeira de quem evitou o original hermano, que tem um dos melhores atores de Cinema da atualidade, Ricardo Darín, e aquelas ótimas reviravoltas às quais adoramos assistir. A direção não reinventa a roda, mas o roteiro, também de Fabián Bielinsky, é extremamente hábil e te leva de um lado ar o outro como quer. Olhres mais atentos sabem que há sempre algo a mais escondido em algum canto de cada fotograma, mas é delicioso se deixar levar para descobrir do que se trata. O filme fala da parceria entre Darín e um novato, Gastón Pauls, que, depois de uma apresentação divertida, se desenrola e em um grande golpe que parece ser a maior jogada de ambos para o resto de suas vidas. Isso em meio a um drama pessoal de Darín, que envolve seus irmãos mais novos e uma herança. Tudo se desenvolve num período de mais ou menos 24 horas (ou um pouco mais) e o ritmo é rápido. Ainda que algumas coisas pareçam convenientes demais – tipo o encontro dos dois e a ajuda do veterano -, não se pode dizer que existam furos significantes no roteiro e as coisas terminam divertidamente malvadas, com a lição de que cada um se vira como pode. Nota: 8,5

Eden Lake posterSem Saída* (Eden Lake, 2008). De James Watkins

Esse terror tem uma tese: jovens podem ser tão maus quanto adultos. Acho que isso não é nenhuma novidade para ninguém. O que não diminui a raiva de adultos que assistem ao longa escrito e dirigido por James Watkins, quando Michael Fassbender confronta um grupo de delinquentes juvenis em um lago inglês onde ele e namorada resolvem passar o final de semana acampados. Afinal, quem são aqueles moleques afrontando gente mais velha? Logo o casal descobre o quanto os tais moleques podem ser cruéis – nada que brasileiro e a discussão sobre maioridade já não tenham abordado. O filme tem boas cenas para um terror, como um homem amarrado com arame farpado e agredido com facas e outras lâminas, só que a perseguição que vem em seguida não chega a ser criativa e se torna repetitiva. O filme parece apostar muito no final do mal para que cheguemos ao desfecho de maneira inesperada, só que ele parece conveniente demais para que aconteça. E mais: nunca, em filme algum, vi Fassbender tão canastrão quanto nessa fita. Incrível que no mesmo ano tenha estado em outro lançamento de muito mais peso: Hunger. Nota: 6,5

*Filme assistido pela primeira vez


Batman Dead End

Já que o Cavaleiro das Trevas  ressurgiu, nada como lembrar de um dos melhores filmes do mascarado. E olha que não foi pelas mãos de Christopher Nolan!

Batman Dead End foi apresentado na Comic Con de 2003 e dirigido por Sandy Collora,  que faz uma ótima e improvável mistura dos universos de Batman, Alien e Predador.

 

 

 


Crítica: Prometheus

prometheus_poster_07Com o perdão do trocadilho infame, assistir a Prometheus (Idem, EUA, 2012) é esperar por uma promessa que não vai se cumprir. Não se trata de spoiler, mas para um filme que tem a primeira metade com a missão de criar expectativa e levantar questionamentos sobre a origem da vida na Terra, a parte final é frustrante pelo desperdício de tamanho potencial.

A cena de abertura do longa é um bom exemplo do que pode vir por aí: em tom contemplador, a câmera voa por belas paisagens – algumas parecem telas impressionistas – até encontrar uma figura pálida ao lado de uma cachoeira. Ele bebe algo e sua morte parece criar vida. Dali começam a surgir os pontos de interrogação na cabeça da plateia, os quais terão ligação com a descoberta dos cientistas Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) de que não estamos sozinhos no Universo e que, possivelmente, pinturas rupestres mostram de onde, afinal, viemos todos nós.

É um início empolgante, que vai ganhando corpo com a viagem até a lua LV 223 para estudar essa tese. A introdução de David, o androide vivido por Michael Fassbender, é ainda mais promissora, pois se trata de um trabalho notável do ator, com sua movimentação mecânica e lógica que parece querer ultrapassar a barreira de sua programação, seja aprendendo Filosofia, seja pelo mistério que envolve o personagem.

A chegada em LV 223, o mesmo planeta visto em Alien – O 8º Passageiro e Aliens – O Resgate (correção: o planeta da série Alien é o LV 426), e a descoberta de pirâmides e seres gigantes conhecidos como Engenheiros – que mais tarde você acaba descobrindo se tratar de outra figura famosa da série Alien – dão forma à questão primordial da produção: quem são nossos deuses? As coisas, claro, não saem como o esperado, interesses maiores que a própria pesquisa estão envolvidos e a trama começa a descarrilar.

Para começar, não se sabe se o roteiro de Jon Spaihts e Damon Lindelof não tem estofo para responder as perguntas que ele mesmo faz ou se há uma descarada vontade de deixar pontas soltas para uma continuação. Fato é que o próprio filme dá um tiro no pé ao criar um momento no qual a protagonista Elizabeth Shaw passa a fazer inúmeras perguntas relevantes a determinado personagem e devido à força das circunstâncias nenhuma delas tem retorno. Para tentar preeencher esse espaço, um pequeno mistério é revelado gerando um novo conflito sobre os objetivos dos Engenheiros e Prometheus passa a ser um filme de ação com algum terror. Dessa forma, preguiçosamente, a produção emula um final que, na verdade, está longe do apontado pelo ponto de partida.

michaelfassbender-prometheus-3

Tudo bem que Ridley Scott cria boas cenas, seja na estranha figura aracnídea que aparece na porta da nave, seja na agonia de uma cirurgia para a retirada de um corpo estranho do abdômen de determinado tripulante. Mas mesmos essas passagens tâm sérios problemas, como a falta de motivação para a narrativa da primeira e o absurdo prosseguimento da segunda, quando a pessoa consegue correr após ser cortada profundamente.

E mais: ainda que Elizabeth ganhe certa profundidade ao confrontar seu cristianismo com a realidade do filme de que nossos deuses eram astronautas, é difícil acreditar que ela, cientista racional (em tese) ainda continue com sua fé ao saber disso. Em determinado momento alguém chega a comentar o fato: “Mesmo assim, você continua a acreditar?”. Mais uma vez faltaram explicações.

Ainda que problemático, não se pode dizer que este é um filme ruim, já que consegue, ao menos, prender a atenção até o minuto final. Além de ter uma ótima fotografia lúgubre como pede a narrativa – mas o 3D fica prejudicado por conta da escuridão extra dada pelo uso dos óculos.

De excepcional mesmo somente as várias referências à série Alien, que vão fazer os fãs procurarem com avidez. Elas são colocadas inteligentemente por todo o longa, seja num mural com a figura de uma das criaturas, seja em vermes ácidos, na nave na qual foram encontrados os ovos aliens ou no café da manhã pós-hibernação até chegar a LV 223 – só faltou a broa de milho.

E é interessante perceber a expansão tão grande de um mundo por meio de um prelúdio. Pena que ele ande só meio caminho.

Nota: 7,5

Prometheus-Noomi


Resumo (4 a 10 jun)

Alien-3-posterAlien 3 (Idem, 1992). De David Fincher

Mostrando personalidade desde o primeiro minuto, Alien 3 altera o famoso tema da 20th Century Fox e estabelece o clima de tensão que David Fincher, então estreante, pretende dar ao filme. Ainda que muitos considerem o longa-metragem apenas uma colagem do que já havia sido feito anteriormente, é nítido que exista um identidade, seja no ambiente da prisão-siderúrgica espacial, seja no clima entre a ação e o terror, passando pelas cenas mais violentas de toda a série. Fincher trabalhou no limite entre a criatividade e o cabresto da Fox, que praticamente ditou o que o cineasta vindo dos clipes e dos comerciais deveria fazer. Ainda há um ótimo terço final no qual o Alien da vez cai na armadilha humana de portas e chumbo fervente, enquanto a câmera subjetiva emula a movimentação do monstro em giros ousados e muita correria. Pena que a sequência obrigue o bichão a matar praticamente todo mundo em cena, como se o roteiro não soubesse o que fazer com tantos personagens. Mas a coragem do final, com Ripley dando cabo de seu destino, é digno de aplausos. Isso sem contar nos momentos iniciais, sem muita solenidade, mas que fez uma excelente ponte com os longas anteriores por meio de uma montagem entrecortada e de poucas imagens, que ainda sim faz a introdução com estilo e confiando na inteligência da plateia. E tem mais: Sigourney Weaver de cabeça raspada se transformou num ícone. Mesmo que haja um discurso daqueles motivacionais e algumas mortes que acontecem em momentos convenientes demais, não acho possível dizer que aqui temos um filme ruim. Nota: 8

alien -resurrection-posterAlien – A Ressurreição (Alien – Resurrection, 1997). De Jean-Pierre Jeunet

Cinco anos antes, a Fox deixou com que a série fosse finalizada corajosamente, mas parece ter se arrependido e deu um jeito de burlar a morte de Ellen Ripley com a onda científica da época: clonagem. A forma com a qual conseguiram uma amostra de sangue da protagonista (200 anos antes!) é contada de maneira displicente e aceitado isso, a plateia até tem uma distração, que é o investimento do roteiro de Joss Whedon na relação maternal de Ripley com a criatura que estava dentro dela. Se em 1986, Cameron fez de Ripley mãe da pequena Newt, agora existe uma ligação direta entre a Alien Rainha que foi gerada em seu peito e depois retirada, além dos bichões que surgem posteriormente. Para a missão foi chamado o diretor francês Jean-Pierre Jeunet, que até tenta emular a direção de arte vitoriosa da produção original de Ridley Scott, contudo a hitória sem ter pra onde caminhar acaba se tornando um monte de cenas de ação sem muita graça enquanto a trama envolvendo Ripley ganha seus momentos-chave: o nascimento, a descoberta do motivo de sua clonagem, o choque dos testes anteriores com bizarros fetos híbridos e, enfim, a “evolução” da espécie, com um novo ser criado de um útero que a Rainha ganha durante a experiência genética. Para ser ter uma ideia de como as coisas são descartáveis na história concebida por Whedon, a partir do momento em que a nave onde se passa o filme é atacada pelos aliens, a tripulação militar foge, sobrando um ou dois cientistas e quem realmente interessa para a trama: além da protagonista, Winona Ryder e seus companheiros piratas espaciais. O clima afetado do filme, com piadas estranhas, respinga até mesmo em Sigourney Weaver, que tem atuação blasé, enquanto a montagem do filme é sem ritmo e, por vezes, desconexa – a exemplo do momento em que a Ripley é levada para o ninho dos aliens. Retomada chocha da série. Nota: 6

*Ainda nessa semana: crítica de Prometheus


Resumo (14 mai a 3 jun)

alien-posterAlien – O 8º Passageiro (Alien, 1979). De Ridley Scott

Quase um slasher movie no espaço, Alien faz uma ótima mistura de ficção científica e terror, apostando num visual arrebatador, seja na criatura desenhada por H. R. Giger ou na direção de arte que dá vida à nave cargueira Nostromo, uma gigante que corta o espaço e serve de cenário altamente sombrio para o ataque do alienígena. Os primeiros minutos do filme são perfeitos por estabelecer a atmosfera do terror que vem por aí: os corredores metálicos se contrapõem às salas iluminadas, quase assépticas, e ambos servem para criar mais impacto quando a tripulação encontra o monstro do título. Se de um lado aqueles corredores se tornam um ótimo esconderijo, as salas brancas são o melhor lugar para a primeira aparição do alien, estourando o peito de um dos viajantes espaciais sem economizar no sangue, o qual mancha o ambiente. Aprendendo bem a lição de Spielberg em Tubarão, o diretor Ridley Scott esconde sua criatura para causar mais impacto ao final, quando ela poderá ser mostrada com mais detalhes. O ritmo, contudo, é lento, estabelecendo bem as regras do jogo e abusando das imagens espaciais – a abertura com uma tomada mostrando o planeta no qual vai nascer o terror e o letreiro do filme sendo montado aos poucos é sensacional. O roteiro de Dan O’Bannon tem uma ótima sacada, emulando os caminhos tomados em Psicose, esconde sua verdadeira protagonista até que a nojenta larva Alien se fixa no rosto de John Hurt e o monstro encontrará sua nêmesis: Sigourney Weaver, a Ten. Ripley, até então só mais uma na tripulação da Nostromo. Nota: 9

AliensPosterAliens – O Resgate (Aliens, 1986). De James Cameron

Mudando completamente o tom, James Cameron assumiu a continuação de Alien e criou um filme de ação militarizado e com muitos efeitos visuais, além de finalizar com a sutileza em relação à aparição do bichão, ao colocar dezenas de aliens em cena. Se perde um ótimo elemento do original, Cameron consegue manter o clima de tensão, que cresce enquanto a história caminha. Assim, se alguns torcem o nariz para o “cinemão” de Cameron, que faz muito mais barulho ao aumentar o número de mortes de ambos os lados da guerra entre homens e aliens, é impossível não se divertir com algumas boas cenas que o cineasta tira da manga, a exemplo do ataque da larva na enfermaria ou dos aliens burlando o esquema de segurança dos mariners e os surpreendendo pelo teto. Mas Cameron vai além e consegue estabelecer um interessante paralelo maternal entre Ripley e a Alien Rainha. Enquanto a humana encontra a pequena e encantadora Newt, que logo se torna sua filha adotiva e alvo de seus esforços de proteção, a alienígena é tirada de seu trono procriador para lutar por seus ovos e larvas destruídos. O embate das duas rende a melhor cena de toda a série Alien, quando Ripley usa um robô-esteira como exoesqueleto. AliensO Resgate é um filme diferente de seu antecessor, evitando ser repeteco e conseguindo identidade, ainda que se aproxime mais do cinema comercial do que do autoral. Nota: 8,5

Para a próxima semana: comentários de Alien 3 e Alien – A Ressurreição.