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Posteridade – gifs

alien gif

Os cartazes em gif não são novidade, lá em 2010, por exemplo, Jogos Mortais – O Final lançou um pôster interessante para promover o 3D do longa (clique aqui para ver). Mas é possível perceber uma boa evolução nas ideias e na criação de imagens por parte dos fãs. Algumas são fantásticas. Como é possível ver na imagem que abre esse post: uma sensacional imagem em loop da Tenente Ripley em Alien – O 8º Passageiro.

Mas fuçando na internet achei outros bons exemplos de como esses gifs podem render cartazes bonitos. Na galeria abaixo você pode vê-los. Dos mais elegantes, como Skyfall e Drive aos mais inusitados, tipo Os Pássaros e O Iluminado.

Se você mesmo fizer uma pesquisa pela web poderá encontrar mais algumas dezenas deles por conta própria. Aqui separei os que achei mais interessantes.

E esse é o Posteridade múltiplo da vez.

 

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Imagem

Bilbo não aguenta mais o assédio

bilbo


Resumo (2 a 8 dez)

THE-HOBBIT-AN-UNEXPECTED-JOURNEY-PosterO Hobbit – Uma Jornada Inesperada (The Hobbit – An Unexpected Journey, 2012). De Peter Jackson

Essa volta para a Terra Média, desencadeia uma grande nostalgia no público que, no início da década passada, foi apresentado visualmente a um mundo novo em A Sociedade do Anel. Não foi à toa que Peter Jackson menteve muitos elementos vistos anteriormente, mesmo que não estivessem no material original de J.R.R Tolkien. E ainda que O Hobbit – Uma Jornada Inesperada não esteja no mesmo patamar que O Senhor dos Anéis, nada o impede de ser um filme de qualidade técnica quase irretocável e que diverte que é uma beleza. A trama, que se passa 60 anos dos eventos envolvendo Frodo, tem um ponto de partida não muito diferente daquele vivido há mais de dez anos: um hobbit que é recrutado pelo mago Gandalf para uma aventura inimaginável para um ser tão pequeno e pacato. Com um tom um pouco mais leve que seus antecessores, o longa tem a maior parte da comédia reservada para os minutos iniciais, quando os anões invadem a casa de Bilbo para a reunião que vai definir a missão até a Montanha Solitária. Impressiona ainda em dois momentos de combate: quando Smaug invade a o reino dos anões e quando Thorin tem sua história contada e entende-se a alcunha de “escudo de carvalho” – momento vibrante e emocionante. Ainda que tenha alguns furos de roteiro, Uma Jornada Inesperada termina com aquela vontade de ficar outras 3 horas no cinema para saber do futuro daqueles personagens. Que venha A Desolação de SmaugNota: 8,5


Crítica: O Hobbit – Uma Jornada Inesperada

thehobbit-teaserposterComo a comparação é inevitável e até necessária para que aquele mundo seja entendido em sua plenitude, não, O Hobbit – Uma Jornada Inesperada (The Hobbit – An Unexpected Journey, EUA/ Nova Zelândia, 2012) não está no mesmo patamar que O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel como representante de mais uma trilogia saída da Terra Média criada por J.R.R. Tolkien. O que não o impede de ser um filme de qualidade técnica quase irretocável e que diverte que é uma beleza.

O ponto de partida aqui não é muito diferente daquele vivido há mais de dez anos com Frodo, um hobbit que é recrutado pelo mago Gandalf para uma aventura inimaginável para um ser tão pequeno e pacato. A nova saga acontece décadas antes dos eventos de O Senhor do Anéis e o hobbit recrutado é Bilbo Bolseiro, tio de Frodo, que vai formar um grupo com anões e com o próprio mago cinzento para reaver o reino anão de Erebor, tomado pelo dragão Smaug.

Com um tom um pouco mais leve que seus antecessores, Uma Jornada Inesperada tem a maior parte da comédia reservada para os minutos iniciais, quando os anões invadem a casa de Bilbo para a reunião que vai definir a missão até a Montanha Solitária, onde está Erebor, e a retomada do reino.

É nesse momento também que se vê o melhor do ator Martin Freeman, que interpreta Bilbo de forma sutil e com grande simpatia. Repare na qualidade do trabalho dele no primeiro diálogo com Gandalf, pontuado por reações minimalistas e que causam muita graça. Pronto, em minutos, Freeman faz a plateia esquecer o (também) excelente trabalho de Ian Holm, que o interpretou anteriormente.

O cineasta Peter Jackson, que não é bobo, não deixa de dar familiaridade ao projeto, afinal, ele sabe que muitas pessoas estarão nas salas de cinema para reencontrar um mundo que as encantou e salpica a produção de referências cinematográficas à adaptação de Tolkien anterior, inserindo vários trechos de temas conhecidos de O Senhor dos Anéis na trilha de O Hobbit ou mesmo deixando claro o grande fascínio de Bilbo quando de sua passagem por Valfenda. E nada como rever as pequenas e charmosas casas dos hobbits no Condado para se sentir em casa na volta à Terra Média. Jackson as mostra mais belas do que nunca, por meio da fotografia suavizada de Andrew Lesnie.

Sim, o filme tem um quê sentimental para muita gente que é impossível ser dissociado durante a apreciação de Uma Jornada Inesperada, o que, de forma alguma, atrapalha no reconhecimento de problemas de roteiro, como no excesso de flashbacks para que a história de vários personagens seja contada – lembre-se o filme inteiro é um flashback saído do diário de Bilbo já envelhecido.

E mais: num dos momentos mais importantes da trama, o protagonista encontra o Gollum mais uma vez interpretado por Andy Serkis – e seu precioso. O momento isolado da narrativa não apresenta um problema sequer, com o pequeno monstro se mostrando já com a personalidade dividida (como os fãs aprenderam a amá-lo) e mais assustador que nunca (ainda que encantador em certos pontos). Mas se o jogo de charadas com o Bilbo diverte, toda a passagem escancara como a sequência anterior envolvendo a captura de hobbits por orcs é problemática por não dar uma sequência lógica para o encontro com Gollum e, pior, para a fuga que acontece logo em seguida. Faça um teste e imagine como toda a sequência dos orcs ficaria apressada sem a intervenção da cena das charadas.

E olha que Jackson até tenta esconder o problema com um movimento de câmera que acompanha certo personagem mergulhando na escuridão próxima do buraco onde Bilbo e Gollum se encontram. Nem assim aquela transição da narrativa consegue naturalidade.

Mas como dito anteriormente, ainda que os sentimentos pelas histórias da Terra Média levadas ao Cinema não atrapalhem uma análise mais fria, são eles que dão outra dimensão a uma solução um tanto mandrake para um momento crucial no terceiro terço do filme. Ações de coragem e honra de certos personagens somadas à aparição das águias invocadas por Gandalf emocionam, como já aconteceu outras vezes em O Senhor dos Anéis – mesmo que aqui a demora para que isso aconteça seja milimetricamente calculada para o instante mais dramático.

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48fps

Apesar dos pesares, talvez O Hobbit – Uma Jornada Inesperada deixe para a história do Cinema a ousadia de ser o primeiro grande lançamento comercial a apostar no formato de 48 frames por segundo (fps). A taxa de quadros que é o dobro do habitual do Cinema (24 quadros por segundo) pode não ser apreciada por muita gente, mas ninguém poderá negar a qualidade que isso traz à imagem – e alguns efeitos colaterais.

O poder técnico da produção ganha muito com os 48fps, pois o 3D se torna mais nítido e a imersão em cenas grandiosas é um absurdo. Repare como o embate entre os gigantes de pedra se torna vertiginoso tamanho o grau de detalhamento dos seres. Momento que só perde para a perfeição da invasão de Smaug à Montanha Solitária, que ainda ganha um som poderoso.

A nova tecnologia, claro, exige mais dos efeitos visuais e os problemas são evidenciados como a falta de naturalidade dos pratos sendo jogados de um lado para o outro pelos anões na casa de Bilbo e nos vários momentos em que o mago Radagast, O Marrom, pilota sua carruagem de coelhos. Assim como a movimentação dos wargs, nessas passagens a câmera parece acelerada e artificial.

A textura da imagem “mais limpa” pode incomodar e ser estranha inicialmente, mas não há como negar que leva as produções à frente e a novas possibilidades.

Nota: 8,5 the-hobbit-an-unexpected-journey-ian


Voltando à Terra Média – Trailer de O Hobbit

Nunca fui um fã da obra de J.R.R. Tolkien, mas me lembro da primeira vez que ouvi falar de O Senhor dos Anéis. Era um adolescente, tinha menos 15 anos, e imaginei algo completamente diferente do que realmente é. Na minha cabeça envolvia muito mais magia do que um mundo medieval. Enfim, acho que não sei explicar direito.

Contudo, a visão de Peter Jackson descortinou a aventura para mim em 2001, com A Sociedade do Anel. Tudo bem que As Duas Torres me deixou um pouco grilado com os problemas de narrativa. Mas no ano seguinte, O Retorno do Rei fechou uma das maiores trilogias de todos os tempos. Emocionante, mágica e robusta.

Foi com bons olhos que hoje assisti ao trailer de O Hobbit – Uma Jornada Inesperada. Foi a volta a um mundo que envolve muita grana no fim das contas, mas não deixa de me causar certa nostalgia.

Voltemos a nos encontrar com Gollum, Gandalf e companhia. Voltemos à Terra Média.


Hobbits sem CGI

Tudo é perspectiva.

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