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Posteridade – gifs

alien gif

Os cartazes em gif não são novidade, lá em 2010, por exemplo, Jogos Mortais – O Final lançou um pôster interessante para promover o 3D do longa (clique aqui para ver). Mas é possível perceber uma boa evolução nas ideias e na criação de imagens por parte dos fãs. Algumas são fantásticas. Como é possível ver na imagem que abre esse post: uma sensacional imagem em loop da Tenente Ripley em Alien – O 8º Passageiro.

Mas fuçando na internet achei outros bons exemplos de como esses gifs podem render cartazes bonitos. Na galeria abaixo você pode vê-los. Dos mais elegantes, como Skyfall e Drive aos mais inusitados, tipo Os Pássaros e O Iluminado.

Se você mesmo fizer uma pesquisa pela web poderá encontrar mais algumas dezenas deles por conta própria. Aqui separei os que achei mais interessantes.

E esse é o Posteridade múltiplo da vez.

 

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Resumo (14 a 20 jul)

Frances HaFrances Ha* (Idem, 2012). De Noah Baumbach

Depois de ler muita, mas muita crítica boa para o filme de Noah Baumbach lá fui eu assisti-lo e o veredito, no fim das contas, é um tanto distante dos que vi por aí. Sim, aqui temos um filme de qualidade, mas não, eu não o achei isso tudo. Para mim, a maior dificuldade em apreciar Frances Ha foi a falta de identificação com a personagem-título no início do filme. Ao meu ver, o roteiro de Baumbach e Greta Gerwig (que protagoniza o longa) te pega desprevenido e inicia o projeto a mil por hora. Sem que você tenha tempo de se identificar com a garota nos primeiros minutos, ela termina um relacionamento por causa da amiga, dança em uma companhia e fala sobre um milhão de coisas até que eu conseguisse subir no bonde. O essencial aqui é o relacionamento de Frances com Sophie, sua melhor amiga, vivida por Mickey Sumner. É a separação de casas das duas que catalisa todos os acontecimentos e as mancadas do protagonista. E tome novos personagens surgindo em cena sem muita apresentação. É preciso estar bem atento. Fiquei até espantado com a rapidez dos cortes da montadora Jennifer Lame para um filme independente, além dos saltos de um lado pro outro que a trama dá. Mas fui em frente e, aos poucos, me habituei à maluquete Frances, que convenhamos, faz tanta besteira por tão pouca coisa que a certa altura comecei a questionar o Q.I. da moça – ela, pobre, vai morar em um apartamento de amigos com recursos, dispensa um emprego por insegurança e usa um cartão de crédito para passar dois dias em Paris quando não tem um caraminguá no bolso. Tudo bem, as coisas sem justificam pela personalidade excêntrica da jovem e você pode até rir, mas não deixou de me irritar em alguns instantes. Só que o que vemos na tela é uma atuação brilhante de Greta Gerwig e esse sim era um elemento que merecia todo os destaque que a produção teve. Nota: 7,5

Invocação do MalInvocação do Mal (The Conjuring, 2013). De James Wan

É aquela história: é tentando que se consegue. Nunca fui fã de James Wan, que tem uma carreira como diretor baseada no terror. Tirando o razoável Jogos Mortais, a meu ver, o cineasta nunca conseguiu se sair bem em um filme tenso ou de horror puro, seja no pouco original Sentença de Morte ou nas besteiras Sobrenatural e Sobrenatural – Capítulo 2. Mas eis que o cara me lança um dos melhores terrores recentes. O mais interessante é que Invocação do Mal consegue um resultado tão bom apostando em algo em que muitos erram feio: o som. Ao invés de trabalhar acordes da trilha sonora com volume no máximo, o cineasta investe em Joe Dzuban, o desenhista de som da produção, que elabora situações nas quais o som alto é altamente orgânico, como em um grito ou um efeito sonoro no momento exato para que a plateia se assuste – e tenha a certeza de que esses momentos não são poucos. Ponto também para o montador Kirk M. Morri, de precisão cirúrgica. Claro que a boa trama e uma grande quantidade de elementos de filme terror bem amarrados (maldições, exorcismos, demônios, crianças medonhas e até pés puxados na cama) fazem o sucesso do projeto. Dizem que é baseado em uma história real. Nem precisava para causar medo. Nota: 8,5

Moulin RougeMoulin Rouge! – Amor em Vermelho (Moulin Rouge!, 2001). De Baz Luhrmann

O filme que deu voz aos musicais modernos – Chicago deve seu Oscar a Luhrmann – foi definido certa vez como a junção do movimento Pop com a Belle Époque. Uma justa definição para um filme pensando nos detalhes, com visual embriagante e ousado por misturar um milhão de coisas e ainda se sair original, ainda que tenha uma trama romântica demais. Houve algumas crítica à época de seu lançamento relativas à histeria do ritmo imprimido aqui. Pura besteira, já que o filme é, em última análise, a visão de um jovem que conhece a vida boêmia e efervescente do fim do século XIX na então capital mais badalada de todas: Paris. O negócio é relaxar e curtir a história que incluiu, pelo menos, três musicais geniais (“El Tango De Roxanne”, “Elephant Love Medley” e “Your Song”) e outros tantos de qualidade acima da média. O mais interessante aqui é a junção de dezenas de músicas consagradas (de Nirvana a Madonna) para a crianção da trilha cantada pelos personagens. E Nicole Kidman se transforma na Marilyn Monroe de nossos tempo, enquanto Ewan McGregor poderia largar as telas e investir nos palcos. Muita gente boa junta. Nota: 9,5

*Filme assistido pela primeira vez


Resumo (25 fev a 3 mar)

yellow_seaThe Yellow Sea* (Hwanghae, 2010). De Hong-jin Na

O problema desse filme é também sua maior qualidade: complexidade. Ao mesmo tempo que The Yellow Sea tem uma trama intrincada, o fator drama eleva a história a outro nível além do thriller por si só. Sim, há muita correria, tensão e suspense, mas também há um personagem que desperta interesse. Gu-nam vive na China e quer voltar para a Coreia do Sul para conseguir viver melhor e rever sua mulher, que não manda notícias. As lembranças dela o atormentam e, desesperado, aceita matar uma pessoa na capital sulcoreana para ter tempo de procurar a esposa e ainda faturar algum dinheiro. Ele entra, então, para o submundo da omigração ilegal, o que, obviamente, o levará a lugares ainda mais obscuros. A produção mostra as dificuldades que isso resulta: viagens sujas e cansativas. Enquanto isso, os mistérios do roteiro se sobrepõem em meio a cenas de ação competentes, mas o filme sofre com o excesso de personagens e de história. Com quase 160 minutos, não é difícil se perder no emaranhado de interesses e na apresentação de novas pessoas envolvidas com a morte de um professor de judô. Facilmente, The Yellow Sea poderia ter 20 ou 30 minutos a menos, mas esse labirinto da trama reserva um protagonista que sofre, tem motivação melancólica e se mete em um mundo do qual não fazia ideia. Era para ser um verdadeiro bode expiatório, mas se transforma num sobrevivente e tem destino inesperado. É esse drama que salva a produção da monotonia, enquanto você tenta acompanhar os milhares de caminhos que ele vai seguindo. Nota: 7,5

Insidious-posterSobrenatural* (Insidious, 2010). De James Wan

A impressão que se tem ao assistir a esse filme é que James Wan e Leigh Whannell (a dupla por trás de Jogos Mortais) quiseram fazer seu próprio Poltergeist. Mas para simplesmente não copiarem o conceito fantasmagórico do longa de Tobe Hooper, investiram numa trama que fala sobre projeções astrais e acrescentaram uma boa quantidade de sustos até que a verdadeira face do longa surge. E ela tem um rosto vermelho e preto que parece mais uma cópia estilo bicho-papão de Darth Maul, de Episódio I – A Ameaça Fantasma. E depois de vários minutos investidos em um tom mais sério, Sobrenatural pega a veia de Poltergeist – que claramente tinha uma pegada mais bem-humorada, mesmo sem perder as raízes terroríficas. O problema na produção de James Wan é que esse tom bem-humorado chega a um ápice, no terço final, que parece saído da cabeça de um moleque de 12 anos ainda assustado com seus pesadelos de infância. A cena em que Patrick Wilson tenta salvar o filho da tal figura rubro-negra chegou a me lembrar A Lenda, de Ridley Scott, (só que um pouco mais sombria) tamanha a afetação do esconderijo do bicho. Fora que Wilson nunca foi tão canastrão quanto demonstrando medo. De resto, o que sobra é uma trilha sonora verdadeiramente assustadora, mesmo que nada original. Afinal, ela é cheia dos acordes em volume máximo que nos leva a pular da cadeira quando figuras sinistras rondam os protagonistas do longa. Aliás, deixe-me voltar a falar de atuação, apenas para lembrar que Rose Byrne tem uma única missão nos mais de 100 minutos do longa: fazer cara de choro. Enquanto a boa presença de Lin Shaye é desperdiçada com diálogos que não passam de explicações e frases como “siga minha voz” e “você é mais forte” (ou algo do tipo). Mais uma coisa: em todos o filmes de Wan, ele vai colocar a figura de Jigsaw escondida em algum lugar? Repare num quadro negro do longa. Nota: 5

The-Book-of-Eli-PosterO Livro de Eli (The Book of Eli, 2010). De The Hughes Brothers

Você pode se impressionar com as explosões e efeitos visuais apurados de um Transformers, afinal, fazer filmes de ação é tarefa corriqueira para Hollywood, que normalmente aposta no espetáculo para faturar alto. Entretanto é sempre interessante perceber quando alguém busca dar nova forma para o que parece intocável. O Livro de Eli não é uma revolução e nem chega a ser um primor, porém é o que se pode chamar de filme de ação com algo a mais. Os aspectos técnicos de primeira estão lá. O som é poderoso. Os efeitos especiais também fazem bonito. Figurino e direção de arte são milimetricamente estudados, mesmo feitos para serem de ruínas. Mas o filme dirigido pelos irmãos Hughes (Albert e Allen) vai além da diversão descerebrada. A história é simples: num planeta Terra pós-apocalíptico, Eli tem a missão de guardar e levar uma importante escritura para o Oeste. Entre uma briga e outra para manter a salvo o tal livro, ele encontra pela caminho Carnegie, o único que sabe o real valor do que está naquelas páginas. Mais simples impossível, como nos bons filmes de ação. Mas eis que do solo cinzento das paisagens do longa e das mangas dos Hughes e do roteirista Gary Whitta surgem algumas interessantes mensagens sobre controle de massas e fé. Não é nenhum segredo que Eli carrega uma bíblia e menos ainda o poder que a religião tem sobre as pessoas. É atrás desse poder que Carnegie vai, em meio sociedade devastada não só materialmente, como também de conhecimento. E para que a produção não pareça uma pregação só, sutilmente ela faz pensar: a fé pela fé pode ser perigosa, é preciso um moderador, justamente o conhecimento que falta a todos aqueles homens e mulheres alvos de  Carnegie. Claro que para dar liga a esse questionamento, o longa não usa de papos cabeça ou formas inovadoras, trabalha com o que de melhor Hollywood tem para hipnotizar plateias. E até aí há diferencial. Não há como negar que Albert e Allen são sujeitos criativos, sabem como manipular a câmera para pôr na tela cenas incríveis como uma luta de facão em silhueta ou um plano-sequência no qual uma metralhadora arrasa uma casa. Não se pode mesmo dizer que O Livro de Eli é apenas mais um filme de ação. Afinal, não é toda hora que se tem no elenco desse gênero dois pesos pesados como Denzel Washington e Gary Oldman. O primeiro dando densidade e verdade às angústias do personagem título, além de convencer como herói. O segundo deixando seu lado insano, mas inteligente fruir, como se fosse um Zorg – o vilão de O Quinto Elemento – melhorado e (quase) nada kitsch. Você sabe, para fazer Comando para Matar ou Predador, o velho e bom Schwarza tinha os músculos. Para O Livro de Eli era preciso um pouco mais. Denzel e Gary foram bons porta-vozes. Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez


Curta: Saw (Jogos Mortais)

jigsaw mask

Talvez você já saiba, mas eu não e resolvi compartilhar com os ignorantes como eu (foi mal a piada). Mas a franquia Jogos Mortais começou como um curta-metragem dirigido por James Wan em 2003, que viria abrir a série de longas no ano seguinte.

Fiquei com a sensação de que ele usou a mesma estratégia que Robert Rodriguez para seu Sin City e criou um curta como cartão de visitas para que algum estúdio comprasse a ideia. Deu certo.

O mini Saw se concentra na armadilha da mandíbula, também usada no longa, e indica os movimentos de câmera, de cena e até os tipos de efeitos de montagem que viriam a ser usados nos sete filmes da franquia.

Não é nada fora do comum, mas é curioso.

Vi aqui