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Robert Downey Jr. na Copa!

Robert

A imagem rodou a internet já no início da Copa como uma divertida foto zoeira de apoio ao atacante da Seleção brasileira, Hulk. Mas nessa terça-feira (25) ganhou status de mensagem de herói.

O torcedor com a máscara do Homem de Ferro foi parar no perfil oficial de Robert Downey Jr. com os seguintes dizeres do astro: “Looks like I’ve been loving the World Cup!” (Parece que eu estou amando a Copa do Mundo!). Obviamente virou hit de compartilhamentos e curtidas – até o momento em que escrevi esse post a mensagem foi compartilhada mais 8,4 mil vezes e curtida por mais de 150,4 mil pessoas.

Eu já tinha dado risadas com a foto e voltei a abrir um sorrisão com o zoeira Downey Jr.

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Resumo (11 a 17 fev)

tropic_thunderTrovão Tropical (Tropic Thunder, 2008). De Ben Stiller

Talvez um dos filmes mais ousados de 2008, ainda que à primeira vista não passe de uma comédia que atira para todos os lados. Trovão Tropical, porém, é politicamente incorreto e tira um grande sarro do mundo hollywoodiano. Seus personagens são caricatos, ignorantes e, melhor ainda, quando são postos no meio da selva para rodarem um “filme realidade” e não se tornam pessoas melhores – o que evita o clichê da redenção. O ator/diretor Ben Stiller não tem papas na língua e ainda tem tempo de rir de si mesmo. Ainda impressiona a atuação absolutamente bizarra de Tom Cruise como o crápula produtor Les Grossman, cuja careca e barriga fazem o astro se libertar daquele ranço de galã. Vamos além: Robert Downey Jr. como um australiano que interpreta um negro norte-americano é daqueles tipos de abuso e caricatura que não se cansa de rir. E olha que há um nergo de verdade ao lado dele para apontar o ridículo de tudo aquilo. E um roteiro que batiza esse personagem de Alpa Chino merece nosso respeito. É para rir da cara alheia e ainda sair com uma lição para vencer o Oscar: nunca interprete uma retardado completo. Verdade ou não, Downey Jr. foi indicado ao prêmio da Academia de Melhor Ator Coadjuvante sem precisar ser um “retardado”.  Nota: 8,5


Os Vingadores 1978

Que mané Robert Downey Jr., o negócio é um Homem de Ferro que lembra o robô B9 de Perdidos no Espaço, um Capitão América com escudo vazado, além da participação “destroyer” do KISS. Peraí, aquele é Loki vestido de capeta?!

 


Crítica: Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras

sherlock-holmes-game-of-shadowsNão que Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes – A Game of Shadows, Estados Unidos, 2011) seja um filme de outro planeta, mas se tivesse um roteiro mais cadenciado, estaria, potencialmente, entre os melhores do ano. Do jeito que está, é uma divertida produção que segue bem o rastro do original.

A trama, enfim, inclui o arquinimigo do detetive inglês, Professor James Moriarty, vivido com gosto por Jared Harris (e parecendo mais velho). Enquanto toda a Europa liga atos terroristas a grupos anarquistas, Holmes desconfia do docente que parece estar acima de qualquer suspeita. Enquanto isso, o casamento de Watson parece fadado a não deslanchar.

O tratamento que o diretor Guy Ritchie dá à imagem de seus longas já não é novidade, mas parece que há uma inspiração a mais aqui. Há muita ajuda, claro. A fotografia de Philippe Rousselot é uma beleza, lavada e um tanto escura, e que só eleva o trabalho de direção de arte altamente “rococó”, sob a supervisão de Niall Moroney e Katie Spencer, apostando na profusão de elementos na mobília e nas ruas sujas. Inclua também os figurinos elegantes de Jenny Beavan, um tipo de especialista no estilo, vide Vestígios do Dia e O Discurso do Rei.

Mas voltando a Ritchie, a direção moderna parece ter retomado os áureos tempos de Snatch – Porcos e Diamantes, quando estabeleceu seu estilo. Como a boa exploração da cabine de um trem com ângulos baixos, médios, plongée e até usando uma elegante grua virtual, quando Holmes deixa a cabine antes de uma explosão e se pendura de fora do veículo com Watson.

sherlockholmesgameofshadows

Contudo, é a montagem de James Herbert é o que dá o toque final à técnica estilosa de O Jogo de Sombras. Alternando cortes ultrarrápidos com inúmeros momentos em slow motion, a narrativa se desenvolve quase que uniformemente, sempre com momentos visualmente interessantes, a exemplo da ótima cena da fuga no bosque, na qual a câmera lenta dá ainda mais força ao balaço de um tal canhão Hansen, bem como reforça os planos-detalhes picotados quem compõem a carga desse mesmo canhão com rapidez incrível.

O que faz desse Sherlock Holmes um filme apenas simpático é seu roteiro, escrito por Michele e Kieran Mulroney, que simplesmente não conseguem manter o ritmo da história. Começando em alta rotação, voltando a enfocar o personagem-título junto ao seu fiel amigo Watson de maneira intensa, relembrando a excelente dinâmica entre Robert Downey Jr. e Jude Law, mais à frente, a trama pesa sobre eles. Nesse momento, o desenvolvimento ganha corpo, mas o melhor do filme perde espaço para que a história caminhe, o que baixa (e muito) o compasso. Isso sem contar no total desperdício de Noomi Rapace, que até parece não ser uma mocinha a ser salva, mas que revela ser apenas um atalho para a trama seguir adiante, sendo irmã de alguém importante para tal.

Excetuando pequenos flashbacks que mostram ações de Holmes para conter os inimigos, como a obstrução das armas no trem, o roteiro não vai muito longe com uma história que deveria ser complexa ao ponto das conexões do Professor Moriarty cobrirem toda a Europa – como bem mostra a teia elaborada por Holmes sobre uma mapa europeu.

Estilo de sobra, trama apenas OK.

Nota: 7,5


Os Vingadores, um dono e um desafio

Nessa semana saiu o primeiro trailer de um projeto monstruosamente novo no Cinema, juntar os universos de vários personagens em um único blockbuster. Os Vingadores traz Hulk, Homem de Ferro, Thor, Capitão América e outros notáveis da Marvel numa aventura que vem sendo construída desde o lançamento do primeiro Homem de Ferro, em 2008.

Pelo menos por enquanto, Os Vingadores prova minha tese do ano passado: Tony Stark, na pele do excelente Robert Downey Jr., é o cabeça natural do projeto, mas que está tão acima dos colegas que vai ser difícil nivelar a todos no longa.

Eu escrevi na minha crítica a Homem de Ferro 2, em junho de 2010:

“A série de filmes que a Marvel prepara, Os Vingadores, tem um dono e ao mesmo tempo um desafio: Tony Stark. Dono porque a fábrica de quadrinhos/estúdio usou a marca Homem de Ferro como o pontapé inicial para a entrada de vez no mercado hollywoodiano e ele é quem mais leva à frente a preparação do terreno para o longa que reunirá vários heróis sob as asas da chamada S.H.I.E.L.D. Desafio devido à grandeza que Robert Downey Jr. vem imprimindo ao papel de sua vida. Algo que pode sombrear um projeto que, em tese, seria maior que ele

(…)

“Como inseri-lo no grupo com o brutamontes Hulk, o hiperpatriota Capitão América mais o semideus deus Thor, se desses apenas o primeiro pode rivalizar em popularidade com Tony? E olha que Hulk vem sofrendo para emplacar nas telonas…”

O teaser sinaliza que não estou errado, reservando a maior parte das boas falas para Stark e as imagens de voo dele na armadura ganham destaque. E olha que o vilão será Loki, o irmão de Thor, e Mark Ruffalo já é o terceiro intérprete de Bruce Banner nos últimos oito anos.

De qualquer forma, torcemos para que Scarlett Johansson e a Viúva Negra ganhem espaço.


Resumo (16 a 22 mai)

iron_man_2_posterHomem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010). de Jon Favreau

Com Thor, o projeto Os Vingadores vem tomando cada vez mais corpo, mas ele teve início com Tony Stark e sua armadura de guerra. Aqui, o projeto vai bem à frente e evita que apenas mais um filme de ação divertido aconteça, afinal, a estrutura da trama é basicamente a mesma do longa original (vilão, vingança e poder contra Stark). Some a isso um elenco afiadíssimo e Homem de Ferro 2 consegue divertir e ter ação ainda mais complexa que o primeiro. Mas volta a falhar no duelo final, que é um tanto anticlimático. O drama de Tony Stark e o caos que se torna sua vida evitam o chororô e ainda conseguem dar maior dimensão ao personagem, de novo vivido com estilo e charme por Robert Downey Jr., o qual só perde espaço quando Scarlett Johansson está em cena, de beleza esplendorosa e atuação discreta – além de dona de uma cena de pancadaria na pele da Viúva Negra, que muitos filmes de ação dariam dez milhões de dólares para ter. Nota: 8