Go ahead, punk. Make my day.

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Crítica: Imortais

imortais_cartaz_BRÉ incrível que uma produção criada para ser um blockbuster com batalhas épicas, heróis carrancudos e formato 3D se perca não na costumeira falta de roteiro, mas no acabamento cênico. Assim é Imortais (Immortals, EUA, 2011), que conta a história de Teseu, um mortal escolhido por Zeus para lutar contra Hyperion, rei em busca de uma arma que pode mudar o destino da Terra e do Olimpo.

A pobreza vista na tela é um verdadeiro conflito, já que em meio a tanta grandeza é possível encontrar elementos como espadas que parecem feitas de isopor, com cabos falsos e lâminas de plástico pintado, e até um importante arco de visual tão deslocado que parece ter saído da mão de um atleta olímpico e não de uma narrativa da Grécia antiga. Fora isso, alguns efeitos visuais não funcionam, vide o mar na encosta onde se passa boa parte da história de Teseu. Repare principalmente na “junção” entre os limites de terra onde as pessoas pisam e o fundo: a falta de “encaixe” da iluminação evidencia bem o problema.

É ainda mais gritante a falta de cuidado se ainda levarmos em conta que a direção do filme é de Tarsem Singh, o homem que criou um estilo fabuloso no clipe da música “Losing My Religion”, do R.E.M., e o elevou a enésima potência no fraco, mas visualmente bonito A Cela. Não há como negar que bom olho para composições ele tem, entretanto, nem os cenários feitios na mão dão conta do recado, a exemplo da Sala Vermelha do Tártaro, a qual está mais para Fúria de Titãs de 1981 em sua falta de recursos, do que para 300, ao qual o filme foi incansavelmente comparado.

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Aliás, se há dorsos à mostra e capas para provar que tal comparação tem razão de ser, Gladiador também foi fonte para Imortais, como prova o momento em que Teseu se encontra com  Hyperion e este o provoca relembrando como matou sua mãe, da mesma maneira que Commodus instiga Maximus no longa de 2000, ao falar sobre a morte da mulher e do filho do guerreiro.

É claro que existem bons motivos para que Imortais exista, mesmo que eles não ajudem a salvar o longa, contudo as estranhezas visuais são interessantes, seja nos Titãs presos pela boca a barras, na enorme variedade de elmos bizarros ou mesmo na beleza da batalha nos céus que encerra o longa. A montagem também foge do básico com ótimas transições, como aquela em que um elmo caído se transforma numa embarcação ou as minas de sal que se tornam mar. Também é de se elogiar a batalha entre Deuses e Titãs, na qual a câmera lenta é muito bem utilizada para evidenciar o banho de sangue e as ótimas coreografias – ainda que ver um deus ou um titã sangrando pareça estranho.

Nota: 6

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Star Wars Episódio IV em 32 movimentos

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Veja os demais 27 movimentos…

Dica de Claudia Salgado

Resumo (6 a 12 fev)

melancholia-movie-posterMelancolia* (Melancholia, 2011). De Lars Von Trier

Irmão temático de A Árvore da Vida, o filme mais recente de Lars Von Trier também fala sobre a posição do Homem em relação ao Universo por meio de uma família, mas pode-se dizer que um pouco mais humano. Basicamente há três segmentos na narrativa: a introdução, com belíssimas imagens em câmera superlenta, bem ao estilo de Anticristo e muito parecidas com quadros pintados – inclusive com a imagem da noiva Kirsten Dunst saída de Ophelia, de Sir John Everett Millais -, e as histórias das irmãs Justine (Kirsten) e Claire (Charlotte Gainsbourg). É por meio delas e do planeta que dá nome ao filme e está em rota de colisão com a Terra que Trier fala sobre a imbecilidade do Homem frente a algo que ele não tem ideia da dimensão, o Universo, e se preocupa demais com rituais, se esquecendo também do próprio Homem. A recepção do casamento de Justine, cheia de pompa e nenhum sentido, mina as forças do público na primeira hora de Melancolia e, ao que parece, só ela e a mãe parecem perceber o quanto tudo aquilo é vazio. Em seguida vem Claire, que é uma das responsáveis por organizar aquele tipo de evento e que mesmo no fim do mundo oferece à irmã uma taça de vinho como forma de “receber” o tal planeta. Apesar de não demonstrar fé na humanidade, o diretor consegue reservar para o final um momento sutilmente humanista com três personagens de mãos dadas, incluindo uma criança, peça crucial dessa ponta de esperança nas pessoas. Apesar de todo o mal-estar que o filme causa ser proposital, o ritmo arrastado é seu maior defeito, principalmente se levarmos em conta os mais de 130 minutos da produção. Nota: 8,5

*Filme assistido pela primeira vez

Há alguns anos…

A criança por trás da atriz

professional_oldman_portmanGary Oldman e Natalie Portman nos bastidores de O Profissional (1994)

 

Críticos…

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Crítico

Resumo (30 jan a 5 fev)

tropa-de-elite-poster02Tropa de Elite (Idem, 2007). De José Padilha

Indo além do sucesso retumbante que foi e tendo poucos, mas bons anos de distanciamento, é possível perceber melhor que Tropa de Elite é uma pancada não no crime em si, mas nas pataquadas cometidas “dentro da Lei”, mais especificamente na Polícia Militar carioca. Além de ser mostrada como incompetente e corrupta, a corporação faz surgir um tipo de salvador da pátria torto, mas capaz de levar à histeria quem não compactua com toda a sujeira e o nome dele é um dos mais populares do Cinema nacional, Capitão Nascimento. É interessante perceber que ao se apresentar na narração em off ele não diz o primeiro nome, Roberto, mas sim a patente, Capitão. O longa é violento grafica e tematicamente, se tornando, por vezes, um tanto caricato com o objetivo causar a ojeriza necessária para aprovar os métodos de Nascimento, o qual foi considerado fascista por alguns. Para a maioria, porém, ele trouxe a catarse em relação ao crime que é endêmico no Brasil: tortura e truculência contra o tráfico e o “sistema”. Sem se esquecer do roteiro inteligentemente construído para que um personagem nada heroico seja relevado: a introdução de elementos como o filho que vem por aí e o stress que o assola fazem o público jogar a favor do protagonista. Quem viu o segundo, sabe o quanto ele foi abrandado – sem deixar de ser excelente. Nota: 9

Diary_rodrick_rules_posterDiário de um Banana 2 – Rodrick é o Cara* (Diary of a Wimpy Kid: Rodrick Rules, 2011). De David Bowers

Mais bem resolvido em relação à linha narrativa se comparado ao original, visto que se trata de adaptação de um livro altamente episódico, essa continuação ainda está longe de ser perfeita, visto que algumas passagens só fazem sentido se você leu o livro – a exemplo da apressada sequência sobre o banheiro de uma piscina e Greg coberto de papel higiênico. E um filme, você sabe, deve ser uma obra que vale por si. Um pouco mais ingênuo, Banana 2 mostra bem isso na abertura criada para o filme, cheia de humor pastelão ao invés das tiradas ácidas e juvenis do autor Jeff Kiney. De qualquer maneira, é uma produção divertida e regular na proposta de ser um passatempo sem pretensões elevadas e que ainda se preocupa em ser Cinema e não teatro filmado, vide a cena em que Rodrick chama os amigos para uma festa na sua casa e o quadro vai sendo aberto de acordo com que pipocam janelas com a imagem das pessoas repassando a notícia. Fora que Zachary Gordon, o Banana, está bem mais seguro dessa vez. Nota: 7

*Filme assistido pela primeira vez

Crítica: Os Descendentes

cartazes-descendants_01A certa altura do amargurado Os Descendentes (The Descendants, EUA, 2011), o patriarca Matt King, vivido por George Clooney, diz que a família dele é como um arquipélago, com entes vivendo separados como ilhas. A trama, sem querer estragar o desfecho, é sobre um tipo de pangeia se formando.

Flagrando um momento crítico para a família King, a narrativa gira em torno da coma de Elizabeth King, a mãe que sofreu um acidente quase fatal e se tornou o centro das atenções do clã, se transformando também no catalisador dos choques das pessoas ao seu redor. E eles não são poucos: a filha mais nova, Scottie (Amara Miller), anda incontrolável e agressiva, a mais velha, Alex (Shailene Woodley), bebe e está distante física a sentimentalmente dos pais e o chefe da família não sabe se remenda as coisas em casa ou se resolve a venda de uma importante área virgem que pertence a ele, aos irmãos e aos primos.

É desse cenário nada bonito que Alexander Payne tira mais um longa agridoce, como já havia feito com Sideways – Entre Umas e Outras e As Confissões de Schmidt, mas de maneira um pouco mais emocional, pode-se dizer. Não que as marcas registradas não estejam lá, afinal, é possível rir e se sentir incomodado com as situações que ele cria, assim como já aconteceu com Paul Giamatti e seu vinho raríssimo, bebido com um hambúrguer barato, ou com Jack Nicholson e a compra de congelados depois da perda da mulher. O ótimo ator da vez é Clooney, que protagoniza uma das corridas mais tragicômicas que o Cinema já viu, após saber que sua mulher não era exatamente uma vítima imaculada. Quando ele sai em disparada, com suas roupas tipicamente havaianas e com passos estranhos, você não sabe se ri ou chora daquilo tudo.

Aliás, Payne desenvolve belas cenas para boa parte do elenco, que brilha, junto com sua direção – que adora closes. Sempre tendo a notícia mais trágica de todas como ponto de partida, as jovens Shailene e Amara choram e emocionam. A primeira, submersa numa piscina, como num rio de lágrimas, e a segunda sendo a criança que é, fazendo cara de choro e procurando apoio com lágrimas nos olhos deixando a revolta pré-adolescente de lado.

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Aliás, é neste momento que a montagem minimalista de Kevin Tent mostra que pode fazer muito pela produção. Para mostrar o pranto de Scottie, há um corte no exato momento em que ela recebe o comunicado, trocando a posição da câmera para que a atriz mirim saia da cara de tristeza para as lágrimas, o que chega a ajudar no resultado final da atuação. Fora que colocar a única cena em que se vê Elizabeth/Liz saudável com vento no rosto em alto mar para abrir o filme e, em seguida, impactar a plateia com a mulher já debilitada ao máximo no hospital, é uma boa estratégia do diretor.

Já não tão feliz é adoção da narração em off. Se de um lado Os Descendentes é aberto com um excelente discurso de Clooney sobre o que as pessoas acham de morar no Havaí (“Paraíso? Paraíso que se foda”), do outro lado essa mesma narração conflita com imagens que dizem muito mais por si, a exemplo da escada que King/Clooney enfrenta para chegar até o consultório do médico responsável pelo tratamento de Liz. Sozinho, o enquadramento em plongée mostrando ator subindo os vários lances consegue passar a dificuldade da situação pela qual passa o personagem, porém a narração interfere no momento, dando informações nem sempre necessárias e ainda tira a atenção da plateia daquele ótimo momento.

Da mesma forma que a falta de energia que circunda os personagens – salvo alguns poucos momentos já citados –, não “atinge a veia” do espectador como poderia. Talvez seja uma tática para aflorar certa estranheza relativa à gravidade da situação – a qual poderia trazer reações muito mais passionais. De qualquer maneira, Os Descendentes trata afetivamente os conflitos dos King e ainda reserva uma imagem extremamente terna para fechar o ciclo pelo qual eles passam.

Nota: 8,5

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Resumo (16 a 29 jan)

ilha do medoIlha do Medo (Shutter Island, 2010). De Martin Scorsese

Esse é tipo de filme que não te pega pelo susto ou por imagens medonhas, mas pela estranheza e elegância da direção de Martin Scorsese. É meio contraditório dizer isso, mas o cineasta tem planos com imagens muito belas, mas que não deixam de criar um clima pesado e atmosfera carregada, a exemplo de toda a abertura cheia de névoa e da trilha que evoca os acordes medonhos da música de O Iluminado. Lembra Desafio do Além em certos momentos, nessa combinação de imagens sombrias, mas muito bonitas, chegando ao ápice da congruência entre as produções no movimento de câmera que acompanha uma escada em espiral enquanto um personagem sobe por ela. No restante, Ilha do Medo tem na manga o clima de paranoia sobressaltado por personagens estranhos, informações desencontradas e um recurso muito interessante de Scorsese: repare como em vários momentos as cenas não seguem a continuidade, seja em objetos que parecem estar em lugares diferentes a cada corte ou em um copo d’água que quando levado à boca por uma interna some da mão dela e volta para a mesa vazio. Contando a história da investigação de uma paciente desaparecida de um sanatório, o longa ainda tem um final-surpresa sem grandes alardes, mas extremamente satisfatório, principalmente por ter um desfecho amarrado e que em meio a toda a loucura não deixa brechas para uma segunda interpretação, rendendo ainda mais drama a um enredo já triste. Nota: 9

pulse posterPulse* (Idem, 2006). De Jim Sonzero

Enquanto uns têm o cuidado de criar toda uma atmosfera, outros parecem não saber do que se trata. Pulse até tenta explorar algo diferente de outros filmes, buscando um meio de colocar a internet e a tecnologia a serviço de um filme de terror, contudo é tão raso e tão atrapalhado na execução que se torna constrangedor. Há algo que foi liberado de alguma maneira do mundo virtual e anda fazendo as pessoas se suicidarem. Começa com um jovem hacker, que manda a mensagem de alerta do além, e se espalha rápido – só que ninguém mais, durante o filme, tem a decência de mandar mais mensagens do plano espiritual… Ou seria virtual? Enfim, para o roteiro de (inacreditável!) Wes Craven e Ray Wright isso pouco importa, pois a trama tem que andar e as criaturas nada sutis tem que fazer mais vítimas. O problema é que de uma hora pra outra, enquanto a bonitinha Kristen Bell tenta desvendar toda aquela pataquada, o mundo entra em colapso e o que pode ajudar as pessoas é apenas um tipo de fita adesiva vermelha. E tome cenas apocalípticas, com a cidade esvaziada, com o detalhe de que em momento algum o filme sinalizou que aquilo vinha acontecendo com tamanha proporção. Fora que a direção de Jim Sonzero é óbvia, vide as cenas iniciais “mão peasada”, que revelam a face do “vilão” logo de cara e chutam para as profundas qualquer tipo de suspense. E, convenhamos, ter uma narração em off “séria” no final (“O mundo que conhecemos se foi”), como se alguém se importasse com tudo aquilo, só reforça a falta de rumo do projeto. Refilmagem do japonês Kairo. Nota: 3

The-secret-gardenO Jardim Secreto (The Secret Garden, 1993). De Agnieszka Holland

De início, a delicadeza da diretora Agnieszka Holland e a simplicidade da história de uma garotinha mimada e seu jardim secreto parecem ser o melhor do longa, contudo, é numa segunda vista que você pode perceber o trabalho genial do diretor de fotografia Roger Deakins. Ele trabalha o lúgubre e o iluminado em contraste no início do filme e, aos poucos, vai deixando que a luz tome os ambientes e os quadros do filme. Veja o exemplo do quarto do jovem Colin Craven, cuja fonte de claridade são velas, mas que com a amizade com Mary Lennox, em determinado momento vai receber a luz vinda do sol. Até mesmo o jardim do título se mostra, gradativamente, menos enevoado e ganha muitas cores. O que só fortalece o olhar sensível de Agnieszka, vide o arvorecer das plantas e as brincadeiras dos garotos no local, mas que também valoriza a boa atuação do trio de protagonistas, Kate Maberly, Andrew Knott e Heydon Prowse, que passam por mudanças perceptíveis na postura e na personalidade, principalmente Kate e Heydon, deixando com que Knott se mostre sempre mais maduro. Nota: 8,5

*Filme assistido pela primeira vez

Ferris Bueller volta num Honda

Muita gente (inclusive eu) achou que Ferris Bueller estaria de volta quando um teaser foi divulgado na internet com Matthew Broderick questionando como poderia trabalhar num dia ensolarado como aquele?

Tudo bem que era um pouco forçado haver uma continuação de Curtindo a Vida Adoidado sem qualquer notícia preliminar. Contudo, a poeira foi levantada e, no fim das contas, tratava-se do chamado para um comercial da Honda para o novo modelo CR-V.

O anúncio saiu, enfim, relembrando as peripécias de Bueller, mas com Broderick  como Broderick  mesmo. Ele finge para o chefe que está doente, canta em uma parada e até manda a platéia fazer algo mais depois do “fim” do vídeo. A direção é de Todd Phillips, de Se Beber, Não Case!.

 

Oscar 2012 – Os Indicados

84 academy awardsPois é, mais um Oscar e cá estamos todos discutindo o prêmio da indústria norte-americana, que se não tem muito de artístico, tem demais de divertido. Para esse ano, a incursão de Martin Scorsese no mundo 3D do Cinema, A Invenção Hugo Cabret, sai na frente com 11 indicações, seguido do grande favorito até aqui, O Artista, com 10 indicações. Quantidades que podem não dizer nada, como já aconteceu com Avatar e O Curioso Caso de Banjamin Button, maiores indicados em suas respectivas edições e que saíram da cerimônia sem a estatueta principal.

E, claro, que para cada categoria (ou quase todas) há alguns comentários. Vamos a eles, na 84ª Edição do Academy Awards.

Filme

O Artista
Os Descendentes
Tão Forte e Tão Perto
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
Meia-Noite em Paris
O Homem que Mudou o Jogo
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra

Nota: Onde estaria o 10º indicado, como vinha acontecendo desde 2010? Claro, a falta de mais um filme fez muita gente chiar, clamando por longas como Drive, de Nicolas Winding Refn, e Melancolia, de Lars Von Trier – o qual, sejamos sinceros, depois de ser expulso de Cannes por declarações polêmicas sobre nazismo nunca receberia a atenção da Academia, cheia de judeus.

Diretor

Terence Mallick por A Árvore da Vida
Martin Scorsese por A Invenção de Hugo Cabret
Woody Allen por Meia-Noite em Paris
Michel Hazanavicius por O Artista
Alexander Payne por Os Descendentes

Nota: Mallick, Allen e Scorsese num mesmo páreo? Bela briga de pesos pesados. Torço por Mallick, mas torcida não quer dizer nada.

Ator

Demián Bichir por A Better Life
Gary Oldman por O Espião que Sabia Demais
George Clooney por Os Descendentes
Jean Dujardin por O Artista
Brad Pitt por O Homem que Mudou o Jogo

Nota: O questionamento aqui é onde estaria a indicação para Michael Fassbender por Shame, depois de quase 20 lembranças em prêmios pelo mundo?

Atriz

Viola Davis por Histórias Cruzadas
Glenn Close por Albert Nobbs
Rooney Mara por Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
Meryl Streep por A Dama de Ferro
Michelle Williams por Sete Dias com Marilyn

Nota: Meryl Streep e sua 17ª indicação.

Ator Coadjuvante

Max Von Sydow por Tão Forte e Tão Perto
Christopher Plummer por Beginners
Kenneth Branagh por Sete Dias com Marilyn
Nick Nolte por Guerreiro
Jonah Hill por O Homem que Mudou o Jogo

Nota: Mais um briga de pesos pesadíssimos: Von Sydow, Plummer,  Branagh e Nolte (voltando ao panteão). Jonah Hill é o novato da turma.

Atriz Coadjuvante

Berenice Bejo por O Artista
Jessica Chastain por Histórias Cruzadas
Melissa McCarthy por Missão Madrinha de Casamento
Janet McTeer por Albert Nobbs
Octavia Spencer por Histórias Cruzadas

Nota: E já que Jessica Chastain não apareceu entre as protagonistas mesmo com o trabalho em Árvore da Vida, aqui está ela entre as coadjuvantes. Detalhe: de todas as nomeadas aqui, a única que tem uma passagem anterior pelo Oscar é Janet McTeer, indicada em 1999, por Livre para Amar.

Roteiro Adaptado

Os Descendentes – Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash
A Invenção de Hugo Cabret – John Logan
Tudo Pelo Poder – George Clooney & Grant Heslov e Beau Willimon
O Homem que Mudou o Jogo – Steven Zaillian e Aaron Sorkin, história de Stan Chervin
O Espião que Sabia Demais – Bridget O’Connor & Peter Straughan

Nota: George Clooney lembrado como ator em Os Descendentes, concorre como roteirista de Tudo Pelo Poder. Tem moral.

Roteiro Original

O Artista – Michel Hazanavicius
Missão Madrinha de Casamento – Annie Mumolo & Kristen Wiig
Margin Call: O Dia Antes do Fim – J.C. Chandor
Meia-Noite em Paris – Woody Allen
A Separação – Asghar Farhadi

Nota: categoria na qual costuma aparecer os filmes injustiçados da noite, quase um prêmio de consolação. Meia-Noite em Paris?

Animação

Um Gato em Paris – Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli
Chico & Rita – Fernando Trueba e Javier Mariscal
Kung Fu Panda 2 – Jennifer Yuh Nelson
Gato de Botas – Chris Miller
Rango – Gore Verbinski

Nota: Kung Fu Panda 2 se torna um tipo de Guerra ao Terror em menor escala: foi lançado diretamente para as locadoras no país e agora é indicado ao Oscar. Torço por Rango, mas, você sabe, torcida não quer dizer nada.

Filme Estrangeiro

Bullhead (Bélgica) – Michael R. Roskam
Monsieur Lazhar (Canadá) – Philippe Falardeau
A Separação (Irã) – Asghar Farhadi
Footnote (Israel) – Joseph Cedar
In Darkness (Polônia) – Agnieszka Holland

Nota: A Espanha deixou A Pele que Habito de fora da disputa e mandou Pa Negre como representante. Trocou a originalidade por um filme sobre guerra e crianças. Não deu certo. Mas também não funcionou com o Brasil e seu melhor representante, Tropa de Elite 2.

Fotografia

O Artista – Guillaume Schiffman
Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres – Jeff Cronenweth
A Invenção de Hugo Cabret – Robert Richardson
A Árvore da Vida – Emmanuel Lubezki
Cavalo de Guerra – Janusz Kaminski

Nota: a ousadia de Guillaume Schiffman em fotografar um filme como na década de 20 (mas em HD!) reconhecida, assim como a beleza da iluminação soberba de Emmanuel Lubezki.

Direção de Arte

O Artista – Laurence Bennett (Design de Produção) e Robert Gould (Decoração de Set)
Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 – Stuart Craig (Design de Produção) e Stephenie McMillan (Decoração de Set)
A Invenção de Hugo Cabret – Dante Ferretti (Design de Produção) e Francesca Lo Schiavo (Decoração de Set)
Cavalo de Guerra – Rick Carter (Design de Produção) e Lee Sandales (Decoração de Set)
Meia Noite em Paris – Anne Seibel (Design de Produção) e Hélène Dubreuil (Decoração de Set)

Figurino

Anônimo – Lisy Christl
O Artista – Mark Bridges
A Invenção de Hugo Cabret – Sandy Powell
Jane Eyre – Michael O’Connor
W.E. – Arianne Phillips

Nota: W.E. é dirigido por Madonna, minha gente. Quem diria que ela chegaria ao Oscar?

Documentário

Hell and Back Again – Danfung Dennis e Mike Lerner
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front – Marshall Curry e Sam Cullman
Paradise Lost 3: Purgatory – Joe Berlinger e Bruce Sinofsky
Pina – Wim Wenders e Gian-Piero Ringel
Undefeated – TJ Martin, Dan Lindsay e Richard Middlemas

Nota: Pina, curiosamente, é um doc. em 3D.

Curta Documentário

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement – Robin Fryday e Gail Dolgin
God is the Bigger Elvis – Rebecca Cammisa e Julie Anderson
Incident in New Baghdad – James Spione
Saving Face – Daniel Junge e Sharmeen Obaid-Chinoy
The Tsunami and the Cherry Blossom – Lucy Walker e Kira Carstensen

Montagem

O Artista – Anne-Sophie Bion e Michel Hazanavicius
Os Descendentes – Kevin Tent
Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres – Kirk Baxter and Angus Wall
A Invenção de Hugo Cabret – Thelma Schoonmaker
O Homem que Mudou o Jogo – Christopher Tellefsen

Nota: Quer saber quem vai levar o Oscar de Melhor Filme? Muito provavelmente ele estará entre esses indicados. Triste que A Árvore da Vida não esteja por aqui.

Maquiagem

Albert Nobbs – Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle
Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 – Nick Dudman, Amanda Knight e Lisa Tomblin
A Dama de Ferro – Mark Coulier e J. Roy Helland

 Trilha Sonora Original

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne – John Williams
O Artista – Ludovic Bource
A Invenção de Hugo Cabret – Howard Shore
O Espião que Sabia Demais – Alberto Iglesias
Cavalo de Guerra – John Williams

Nota: Precisava mesmo dar duas indicações para John Williams? Cadê o espaço para a originalidade de artistas como The Chemical Brothers e a excelente trilha de Hanna?

Canção Original

“Man or Muppet” de Os Muppets – Letra e música de Bret McKenzie
“Real in Rio” de Rio – Letra de Siedah Garret, música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown

Nota: Mesmo depois de milhares de garrafas d’água, Carlinhos Brown chegou ao Oscar. Surpreende também que sejam apenas duas músicas no páreo.

Curta metragem de Animação

Dimanche/Sunday – Patrick Doyon
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore – William Joyce e Brandon Oldenburg
La Luna – Enrico Casarosa
A Morning Stroll – Grant Orchard e Sue Goffe
Wild Life – Amanda Forbis e Wendy Tilby

Curta metragem

Pentecost – Peter McDonald e Eimear O’Kane
Raju – Max Zähle e Stefan Gieren
The Shore – Terry George e Oorlagh George
Time Freak – Andrew Bowler e Gigi Causey
Tuba Atlantic – Hallvar Witzø

Montagem de Som

Drive – Lon Bender e Victor Ray Ennis
Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres – Ren Klyce
A Invenção de Hugo Cabret – Philip Stockton e Eugene Gearty
Transformers: O Lado Oculto da Lua – Ethan Van der Ryn e Erik Aadahl
Cavalo de Guerra – Richard Hymns e Gary Rydstrom

Nota: onde estaria Super 8?

Mixagem de Som

Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres – David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce e Bo Persson
A Invenção de Hugo Cabret – Tom Fleischman e John Midgley
O Homem que Mudou o Jogo – Deb Adair, Ron Bochar, Dave Giammarco e Ed Novick
Transformers: O Lado Oculto da Lua – Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Peter J. Devlin
Cavalo de Guerra – Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson e Stuart Wilson

Nota: onde estaria Super 8? [2]

Efeitos Visuais

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 – Tim Burke, David Vickery, Greg Butler e John Richardson
A Invenção de Hugo Cabret – Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman e Alex Henning
Gigantes de Aço – Erik Nash, John Rosengrant, Dan Taylor e Swen Gillberg
Planeta dos Macacos: A Origem – Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White e Daniel Barrett
Transformers: O Lado Oculto da Lua – Dan Glass, Brad Friedman, Douglas Trumbull e Michael Fink

Nota: Transformers vs. Gigantes de Aço? De qualquer forma é bacana que um longa de Scorsese chegue também nessa categoria.

Hugo

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